Justiça: Defesa pede julgamento fora de Cuiabá para Carlinhos Bezerra

Advogado apresenta documentos sobre pedido de julgamento fora de Cuiabá para o réu.
Defesa busca um julgamento fora de Cuiabá para garantir imparcialidade.
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A defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, solicitou um Habeas Corpus de desaforamento. Portanto, o pedido visa a transferência do Tribunal de Júri para outra cidade do estado, buscando um julgamento fora de Cuiabá. O recurso, que tramita em segredo de justiça, será analisado pelo desembargador Paulo Sergio Carrera.

Caso a solicitação seja acatada, caberá ao magistrado a decisão sobre a localidade do novo julgamento. O réu, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, é acusado de duplo homicídio. Por conseguinte, ele teria assassinado a tiros a ex-namorada, Thays Machado, e o namorado dela, William César Moreno, em janeiro de 2023.

Clamor social e imparcialidade do júri

O recurso da defesa argumenta que o julgamento fora de Cuiabá se faz necessário devido ao clamor social. Assim sendo, alega que este fator estaria viciando o processo, que ainda não possui data definida. Conforme os artigos 427 e 428 do Código de Processo Penal (CPP), o deslocamento do julgamento para uma comarca da mesma região pode ocorrer em diversas situações. Entre elas, destacam-se a dúvida sobre a imparcialidade do júri, risco à segurança pessoal do acusado ou comprovado excesso de serviço. Outrossim, a possibilidade de risco à ordem pública também é um fator considerado.

Thays Machado e William Moreno foram mortos na tarde de 18 de janeiro de 2023. O crime ocorreu no bairro Consil, próximo à Avenida do CPA, em Cuiabá. Thays estava em frente ao Edifício Residencial Monet, onde sua mãe residia, para entregar uma chave. William a acompanhava no momento fatídico.

Horas após o ocorrido, Carlinhos Bezerra foi detido em uma chácara da família. Durante o interrogatório na Polícia Civil, ele confessou o crime. Além disso, ele alegou sofrer de diabetes e estar em estágio de neuropatia. Consequentemente, essa condição teria lhe causado um desequilíbrio emocional, motivando o ato. Para mais informações sobre casos judiciais, acesse nosso portal.

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