Prefeito nega permanência em invasão: Contorno Leste sem lotes

Grupo de pessoas em área aberta, representando a invasão do Contorno Leste.
A invasão do Contorno Leste não terá permanência, com foco na realocação de famílias.
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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quinta-feira (4) que a invasão do Contorno Leste nunca esteve em pauta para permanência. Contudo, o município sinaliza a intenção de realocar até 700 lotes para uma área próxima.

Uma decisão judicial estabelece que os ocupantes devem desocupar o local voluntariamente até 27 de outubro. Portanto, a situação exige uma solução rápida.

Transferência de famílias na invasão do Contorno Leste

Em coletiva à imprensa, Brunini destacou que a Secretaria Municipal de Assistência Social identificou cerca de 700 famílias aptas para transferência. Deste total, 450 se encontram em situação de vulnerabilidade acentuada.

A demanda foi levada à Justiça, segundo o prefeito, buscando um aval para mitigar o impasse. “A Secretaria foi fazer uma revisão dessas pessoas que estão no local e encontrou aproximadamente 400 a 450 moradores em condições apropriadas para fazer essa transferência”, pontuou.

Além disso, o prefeito ressaltou a parceria com o Poder Judiciário para definir a melhor medida. “Em nenhum momento está sendo cogitada a permanência dessas pessoas no local”, argumentou, reafirmando a posição do município.

Um relatório da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) aponta que, dos 2.594 terrenos mapeados no Contorno Leste, apenas 196 famílias apresentam vulnerabilidade socioeconômica. Este número é inferior ao identificado pelo Município.

A invasão do Contorno Leste, portanto, não se configura como uma solução habitacional definitiva para todos os ocupantes.

Além dos lotes, há a possibilidade de inscrição em programas habitacionais como o Casa Cuiabana e Ser Família Habitação, que têm ligação com o programa federal Minha Casa Minha Vida. Para saber mais sobre as iniciativas habitacionais, acesse nossa seção de Habitação.

Segundo o prefeito, mais de 65 mil inscrições foram realizadas para os programas habitacionais. Desse montante, 40 mil ocorreram no primeiro dia de cadastro, evidenciando um déficit habitacional expressivo. “Há uma necessidade de um planejamento conjunto”, sinalizou.

Ele espera que, em parceria com outros entes federativos, seja possível aumentar a oferta de lotes urbanizados e casas. “Nós vamos conseguir organizar isso em parceria com outros entes federativos e se a gente conseguir, vamos aumentar a nossa quantidade de lotes urbanizados e casas que também a gente possa entregar pra população”, explicou.

As inscrições para os programas habitacionais seguem abertas até o dia 19 de setembro. A administração municipal busca, assim, soluções concretas para a demanda de moradia.

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