Intenção de Consumo em Cuiabá: alta limitada por renda e crédito

Gráfico mostrando a recuperação da intenção de consumo em Cuiabá, influenciada por fatores como emprego e crédito.
A intenção de consumo em Cuiabá cresce, mas ainda enfrenta desafios relacionados a crédito e renda.
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A intenção de consumo em Cuiabá mostra sinais de recuperação, com três meses seguidos de alta. Contudo, o avanço maior é limitado por fatores cruciais.

Apesar da resiliência, as famílias cuiabanas ainda enfrentam desafios para impulsionar suas compras. Principalmente o acesso restrito ao crédito é um obstáculo significativo.

Ademais, a queda em indicadores de renda e emprego, juntamente com juros elevados, freia o potencial de consumo na capital.

Intenção de Consumo em Cuiabá: Números Detalhados

Em setembro, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá registrou um aumento de 1,3% em relação a agosto, atingindo 106,9 pontos. Portanto, o resultado é 2,9% superior a junho.

No entanto, o índice permanece 7,5% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. Em suma, a recuperação ainda é parcial.

Segundo Wenceslau Júnior, presidente da Fecomércio-MT, essa alta contínua demonstra confiança. “O avanço pelo terceiro mês consecutivo reflete a resiliência do consumo das famílias”, destacou.

Os componentes que impulsionaram o índice foram Perspectiva Profissional (+5,0%) e Compra a Prazo (+4,4%). Além disso, Nível de Consumo Atual também apresentou alta (+3,1%).

Por outro lado, os indicadores de Emprego Atual (-1,0%) e Renda Atual (-1,8%) apresentaram retração. Portanto, a situação econômica familiar ainda inspira cautela.

A pesquisa revelou que, embora 53,8% se sintam mais seguros em seus empregos, 42,2% enfrentam mais dificuldades para obter crédito. Em contrapartida, 55% esperam melhora profissional e 55,7% relatam renda maior.

Quanto às perspectivas de gastos, o cenário está dividido: 44% preveem gastar mais, enquanto 43,3% esperam reduzir seus gastos.

Consumo Nacional em Queda Contrária a Cuiabá

Em âmbito nacional, o desempenho foi distinto. O ICF nacional caiu de 101,6 para 101,1 pontos em setembro. Por conseguinte, o resultado ficou abaixo do ano anterior.

Subíndices como Perspectiva Profissional e Nível de Consumo Atual recuaram. No entanto, Emprego Atual e Compra a Prazo mostraram leve avanço.

Wenceslau Júnior atribui a diferença à percepção local. “Em Cuiabá, há uma percepção de maior segurança no emprego e otimismo profissional, sustentando a confiança das famílias na capital”, explicou.

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