A intenção de consumo em Cuiabá mostra sinais de recuperação, com três meses seguidos de alta. No entanto, o avanço mais expressivo ainda é contido por dificuldades no acesso ao crédito e queda na renda.
Intenção de consumo em Cuiabá: um balanço detalhado
Em setembro, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá atingiu 106,9 pontos, um aumento de 1,3% em relação a agosto. Apesar dessa melhora contínua, o índice ainda está 7,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.
Segundo Wenceslau Júnior, presidente da Fecomércio-MT, essa alta persistente evidencia a resiliência dos cuiabanos. Portanto, o otimismo em relação à compra de bens duráveis vem impulsionando a confiança local.
Os indicadores que mais contribuíram para o aumento foram a Perspectiva Profissional (+5,0%) e a Compra a Prazo (+4,4%). Em contrapartida, os índices de Emprego Atual (-1,0%) e Renda Atual (-1,8%) apresentaram queda.
A pesquisa revelou que, embora 53,8% dos entrevistados se sintam mais seguros em seus empregos, 42,2% enfrentam maior dificuldade para obter crédito. Por outro lado, 55% projetam melhoras profissionais nos próximos seis meses.
Na perspectiva de gastos, o cenário está dividido: 44% preveem gastar mais do que no ano passado, enquanto 43,3% esperam reduzir seus gastos.
O cenário nacional contrasta com a intenção de consumo em Cuiabá
Em âmbito nacional, o desempenho foi distinto. O ICF brasileiro recuou para 101,1 pontos em setembro, ficando também abaixo do resultado de um ano atrás. Assim, os subíndices apontaram quedas em áreas como Perspectiva Profissional e Nível de Consumo Atual.
Wenceslau Júnior destacou que, diferentemente do cenário nacional, Cuiabá apresenta maior segurança no emprego e otimismo profissional. Consequentemente, esses fatores sustentam a confiança das famílias na capital.
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