A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia do Ministério Público contra um homem acusado de estupro e tentativa de feminicídio. Portanto, o indivíduo agora responde formalmente pelos crimes cometidos em 16 de agosto deste ano.
Entenda o caso de estupro e tentativa de feminicídio
A vítima foi abordada pelo agressor ao sair de um comércio. Ele a perseguiu até uma rua escura, onde a rendeu com uma faca. Em seguida, arrastou-a para uma quitinete, onde a violentou sexualmente mediante grave ameaça e violência física, configurando o grave crime de estupro e tentativa de feminicídio.
Durante a agressão, a vítima tentou resistir, conseguindo se desvencilhar momentaneamente. No entanto, foi atacada novamente com um pedaço de madeira, sofrendo ferimentos graves na cabeça. Mesmo ferida, foi arrastada para o banheiro.
Lá, o agressor tentou lavar o sangue e a obrigou a praticar mais um ato sexual sob ameaças com a faca. Por conseguinte, a situação demonstrou a crueldade do agressor.
A vítima conseguiu fugir, pedindo socorro nas ruas. Durante a fuga, o agressor demonstrou clara intenção de matar, atirando um objeto contra sua cabeça e fazendo-a cair. Ele a alcançou quando ela se deparou com uma cerca, sem possibilidade de escapar.
O denunciado a esganou e, em seguida, desferiu múltiplos golpes com um bloco de concreto. As agressões ocorreram enquanto a vítima gritava por socorro até a chegada da Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante. Assim, a ação rápida da polícia evitou um desfecho ainda pior.
A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Municipal. Ela apresentava traumatismos cranianos, cortes, escoriações e sangramentos intensos, reflexo da violência sofrida.
O promotor de Justiça Elton Oliveira Amaral destacou a caracterização do feminicídio tentado. Isso se deu pelo menosprezo à condição de mulher, evidenciado pela violência sexual precedente, tratamento degradante e uso de violência desproporcional. Além disso, as ameaças explícitas de morte proferidas durante o estrangulamento confirmam a motivação de gênero.
Foram imputadas, ainda, as qualificadoras de emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Igualmente, a prática do crime visava assegurar a impunidade do estupro anterior. Por fim, foi feito um pedido indenizatório pelos danos materiais e morais ocasionados. Para mais informações sobre casos de violência, acesse nosso portal.










