Homem condenado a matar noiva em Peixoto de Azevedo, Wendel dos Santos Silva, 38 anos, recebeu pena de 31 anos e seis meses de prisão em regime fechado. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (18) pelo juiz João Zibordi Lara, após um julgamento que durou cerca de 6 horas. Portanto, a decisão chocou a comunidade local pela brutalidade do crime.
Detalhes do crime e da condenação
O juiz destacou o motivo torpe e a maneira cruel como homem condenado a matar noiva agiu. Lediane Ferro da Silva, 43 anos, foi morta com seis facadas pelas costas enquanto preparava uma refeição. Além disso, o crime ocorreu na presença do filho do casal e da enteada, o que torna a tragédia ainda mais dolorosa.
Consequentemente, Wendel não terá o direito de recorrer em liberdade. Durante o julgamento, ele tentou culpar a própria vítima, o que revoltou ainda mais os presentes. No entanto, a defesa poderá apresentar um recurso, mas a prisão é imediata.
Postagens misóginas e mensagens chocantes
Pouco depois do assassinato, Wendel fez postagens em redes sociais criticando a Lei Maria da Penha. Por exemplo, ele escreveu: “Essa maldita lei que defende as mulheres para ficar humilhando os homens”. Ele também enviou mensagens para uma amiga de Lediane, culpando-a pelo ocorrido e usando termos ofensivos. Portanto, fica evidente o ódio e a falta de remorso do acusado.
Durante a audiência, Wendel confessou o crime e chorou, mas insistiu em sua tentativa de inocentar-se, culpando a vítima. A promotora Andreia Monte Alegre o classificou como “covarde”, por se apresentar como um bom homem enquanto assassinou sua noiva. Assim, a promotora ressaltou que apenas Lediane saberia o quanto sofreu com violência doméstica sem registrar ocorrências.
O filho de Lediane, Gustavo Michel da Silva Ferreira, 18 anos, expressou em seu depoimento o desejo de que seu padrasto “apodreça na cadeia”. A violência já era uma constante, pois, dois meses antes, uma câmera de segurança registrou Wendel aplicando um mata leão em Lediane, que chegou a desfalecer.
O Ministério Público detalhou que Wendel agiu com “manifesta intenção homicida, em situação de violência doméstica, com emprego de arma branca e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”. A vítima já sofria agressões e havia pedido para que Wendel se retirasse de sua casa devido às discussões. No entanto, ele se recusou, discutiu e a atacou fatalmente. Para mais informações sobre casos como este, acesse nossas notícias.










