Feminicídio: MT machista, senadora afirma que país perde guerra

Senadora Margarethi Buzetti discursa, enfatizando a necessidade de combater a guerra ao feminicídio.
A senadora Margarethi Buzetti destaca a luta contra o feminicídio e a urgência de mudanças culturais.
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A senadora Margarethi Buzetti (PSD) lamentou que o país está perdendo a guerra ao feminicídio, após mais um caso brutal em Mato Grosso. Para ela, apenas penas mais severas não resolverão o problema, visto que o estado é machista e lidera índices negativos.

Avanços na guerra ao feminicídio?

O crime em Sinop, onde Ana Paula Abreu Carneiro, 33 anos, foi morta a facadas pelo namorado Lucas França Rodrigues, 22 anos, chocou a todos. Segundo a polícia, o agressor foi preso em flagrante e apresentava sinais de surto psicótico. A defesa dele pediu um exame de sanidade mental, e o pai apresentou um laudo médico indicando esquizofrenia, o que será averiguado. Contudo, a senadora demonstrou indignação com a situação.

“Não sei se é esquizofrênico, para mim tinha que apanhar”, disparou a parlamentar. Ela, que é autora de um pacote legislativo para endurecer as leis contra o feminicídio, ressalta que a verdadeira mudança virá da alteração da mentalidade masculina. Portanto, acredita que as mortes de mulheres só cessarão quando houver essa transformação cultural.

Em entrevista durante o Fórum de Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico em Cuiabá, promovido pelo Lide Mato Grosso em parceria com a ALMT, a senadora reafirmou sua posição. “O país está perdendo a guerra ao feminicídio. Como impedir o crime que aconteceu em Sinop, dentro de casa? O cara pega uma faca de cozinha e mata. Nós só vamos impedir quando nós mudarmos a consciência masculina”, afirmou.

Ela também comentou sobre a proposta de prisão perpétua, que defende, mas lamenta sua inconstitucionalidade. “A ideia da pena maior é o que restou no momento fazer, uma pena maior. Agora, se você falasse, por exemplo, numa prisão perpétua, eu defendo, mas não adianta defender se ela é inconstitucional”, explicou.

Educação como Ferramenta na Guerra ao Feminicídio

Para a senadora, é fundamental incutir o respeito desde cedo nas crianças, ensinando os meninos a valorizarem as meninas. “Precisa de uma mudança cultural, trabalhar na educação, trabalhar com as crianças. Desde que nasce, a mãe também ensinar o seu filho, o menino, que ele tem que respeitar as meninas, que a menina tem o mesmo direito que o menino”, defende. Assim, a mudança cultural é vista como essencial na guerra ao feminicídio.

Questionada sobre Mato Grosso, a senadora classificou o estado como machista. “É um Estado machista. Tem outros que também são, mas é cultural, é um machismo estrutural. Nós temos que mudar isso, porque o homem acha que ele pode se apossar da mulher, e se ela não quer mais viver com ele, ele vai lá e a mata”, concluiu.

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