A mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, foi alvo da Operação Vínculo Quebrado. Ela é suspeita de aplicar golpes usando nome filho, de Thiago Almeida (União), para atrair investidores.
Como funcionavam os golpes usando nome filho?
Conforme a Polícia Civil, Adriana usava indevidamente o nome do filho prefeito. Assim, ela conferia credibilidade às suas propostas de investimento. Ela afirmava que valores seriam aplicados em empresas municipais.
No entanto, isso não se confirmou durante as investigações. A estratégia visava atrair investidores e facilitar a captação de recursos. Portanto, a credibilidade do cargo era explorada.
As apurações indicam que os golpes começaram no final de 2024. Havia promessas de lucros elevados, e pagamentos iniciais buscavam a confiança. Em seguida, estimulavam-se investimentos maiores.
O prejuízo, apenas entre as vítimas que formalizaram queixa, ultrapassa R$ 913 mil. Além disso, a facilitadora era a fama do seu filho.
Medidas judiciais contra a investigada
A operação cumpriu mandados de medidas cautelares. Entre as determinações, está o uso de tornozeleira eletrônica e apreensão de passaporte. Igualmente, há proibição de apostas online.
Ademais, foi determinado o bloqueio de valores em contas bancárias, até R$ 1 milhão. A investigada também não pode frequentar determinados locais, inclusive seu próprio comércio.
Além disso, Adriana está proibida de se aproximar ou contatar as vítimas. Apenas por meio de advogado será permitida qualquer comunicação. O recolhimento domiciliar noturno e comparecimento trimestral em juízo também foram impostos.
A investigada foi indiciada por estelionato e falsa identidade. Neste último caso, o próprio prefeito Thiago Almeida é vítima, pois teve seu nome e cargo utilizados sem autorização para legitimar as fraudes.
Em suma, a situação abala o núcleo familiar, mas a justiça busca apurar os fatos. A operação visa garantir que a investigada responda ao processo sem risco de fuga. Consequentemente, busca-se o ressarcimento das vítimas.
Esta ação ocorre semanas após o próprio prefeito denunciar publicamente a mãe. Ele procurou a Polícia Civil após ser cobrado por compromissos financeiros em seu nome. Segundo ele, ao apurar, descobriu o uso de sua identidade e cargo para aplicar os golpes usando nome filho.
O prefeito declarou ter registrado boletins de ocorrência e entregue documentos. “Dói profundamente viver tudo isso no âmbito familiar, mas a justiça precisa ser feita”, afirmou ele. Pessoas honestas foram prejudicadas e sonhos destruídos, segundo suas palavras.
Para manter o esquema, Adriana estaria endividada com jogos online. Ela utilizava recursos de novas vítimas e agiotas para quitar dívidas anteriores. Oito vítimas já compareceram à delegacia, demonstrando a amplitude do problema. Para mais informações sobre crimes regionais, visite nosso portal.









