A polêmica sobre o futuro da Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, ganhou um novo capítulo. Após o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (PSB), expressar descrença no fechamento da unidade e sinalizar parceria com o governador Mauro Mendes (União Brasil), o chefe do executivo “devolveu a bola”.
O futuro da Santa Casa: Mendes questiona dualidade
Questionado sobre os rumos da instituição, Mauro Mendes comparou a situação a uma escolha peculiar. “O hospital que tem lá [Santa Casa], o serviço que tem lá, vão ser migrados para o Hospital Central. É igual você morar numa casa velha e dizer: ‘vou mudar para uma casa nova, mas eu tenho um valor sentimental muito grande por aquela casa velha e vou morar nas duas’. Quem faria isso?”, declarou o governador nesta terça-feira (16).
Portanto, o governador sugere que manter duas estruturas funcionando simultaneamente seria inviável. O governo, no entanto, estuda alternativas para a Santa Casa, mas Mendes preferiu não detalhar as estratégias.
“Como sempre, o governo trabalha com estratégia e estratégia você implementa elas, você não sai contando elas”, afirmou, citando como exemplos a duplicação da BR-163 e a reestruturação do Hospital Central. Assim, o governo busca implementar suas ações de forma planejada.
Estratégias governamentais para o futuro da Santa Casa em Cuiabá
Além disso, Mauro reforçou que há diferentes possibilidades em análise para o futuro da Santa Casa. O governo de Mato Grosso, conforme suas palavras, sempre tem “plano A e plano B para as principais ações que ele está desenvolvendo”.
Dessa forma, o trabalho envolve “plano A, plano B e plano C”, sem previsão de prazos ou medidas específicas. Ao ser indagado sobre um possível fechamento, Mendes não deu uma resposta direta, mas reiterou que parte dos serviços poderá ser absorvida pelo Hospital Central.
Em contrapartida, o governador comentou sua recente experiência como paciente da unidade, após fraturar quatro costelas. Segundo ele, o episódio não alterou sua visão sobre o hospital. “Não mudou absolutamente nada”, ressaltou.
“Eu fui lá porque eu tinha e tenho confiança na Santa Casa. Fui porque eu precisava fazer o exame, para saber se tinha quebrado alguma coisa, porque existia ali uma suspeita e começou a aumentar a dor ao longo do período da manhã. E eu sabia que chegaria lá e teria um equipamento de tecnologia, um equipamento capaz e profissionais à altura. E realmente fiz o exame, meia hora depois eu estava com o exame realizado”, relatou.
Apesar da indefinição, Mendes reafirmou que o governo mantém alternativas em estudo para o futuro da Santa Casa. “A gente pensa, tem estratégia, mas a gente tem um planejamento a seguir, para que depois eu possa anunciar”, concluiu.
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