A Polícia Civil de Mato Grosso, através da Delegacia de Sorriso, deflagrou a terceira fase da Operação Alta Tensão, visando desarticular uma organização criminosa responsável pelo furto de cobre em fazendas. A ação, ocorrida nesta quarta-feira (22.10), cumpriu mandados de prisão e bloqueio de bens, impactando 11 cidades da região norte do estado. Portanto, os criminosos causaram graves prejuízos ao agronegócio local.
Quadrilha de furto de cobre em fazendas desmantelada em MT
A investigação, que durou meses, culminou no cumprimento de nove mandados de prisão e no sequestro de bens de alto valor. Além disso, foi determinada a suspensão das atividades da principal empresa receptadora do material furtado. Todos os mandados foram cumpridos em Sinop, resultando na prisão de seis indivíduos até o momento. Igualmente, foram apreendidos carros de luxo e mais de R$ 83 mil em dinheiro.
As apurações revelam que o grupo criminoso está envolvido em, pelo menos, 37 casos de furto e outros crimes patrimoniais. Essa atuação se estendeu por diversas cidades do médio norte de Mato Grosso, entre os anos de 2023 e 2025. Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop foram algumas das localidades mais afetadas. Ademais, a mesma quadrilha cometeu crimes semelhantes em Vila Bela da Santíssima Trindade.
Os envolvidos responderão por furto qualificado, organização criminosa armada, lavagem de capitais e receptação qualificada. A movimentação financeira estimada do grupo ultrapassa os milhões, com um total de 17,5 toneladas de fios subtraídos. A investigação detalhada, que incluiu quebra de sigilos telemático e fiscal, foi crucial para a identificação dos suspeitos.
O esquema criminoso envolvia a retirada noturna dos cabos, especialmente os de sistemas de irrigação. Posteriormente, o material furtado era levado a uma propriedade rural para a “limpeza”, onde a borracha era queimada para extrair o cobre. Em seguida, o metal era comercializado em uma empresa de sucata, pertencente a um dos investigados.
As imagens de câmeras de segurança comprovaram a participação da empresa receptadora, com auxílio de colaboradores e gerentes. Eles eram responsáveis pela pesagem, cadastro e pagamento da sucata. Por conseguinte, o delegado Paulo Brambila representou pela prisão preventiva dos envolvidos, que foi deferida pela Justiça. Mais detalhes sobre essa e outras investigações podem ser encontrados em nosso portal, no link: portal163.com.br/investigacoes/.
No decorrer das investigações, em fevereiro, três integrantes do grupo já haviam sido presos. Um deles, contudo, foi liberado e agora é um dos alvos desta nova operação. A desarticulação completa da cadeia criminosa, desde os executores até os receptadores, reforça o compromisso com a segurança rural no estado.










