Max Russi: Punição a envolvidos na fraude na Metamat, não ao órgão

Placa da Metamat, em destaque, com foco em um selo que simboliza a integridade da empresa, contrastando com elementos que remetem à investigação de fraude.
Imagem da Metamat em destaque, abordando a investigação de fraude e a defesa da instituição pelo deputado Max Russi.
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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), defendeu nesta quarta-feira (10) que os responsáveis pela fraude na Metamat sejam punidos severamente. Ele enfatizou, contudo, que a imagem da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) não deve ser manchada, pois a entidade é vital para o setor. A Polícia Civil investiga um desvio de R$ 22 milhões.

Investigação da fraude na Metamat e a defesa institucional

A investigação sobre a fraude na Metamat teve início após denúncia do Governo de Mato Grosso. Consequentemente, foi identificado um suposto grupo criminoso atuando na companhia desde 2020 com o objetivo de fraudar contratos de perfuração de poços artesianos, gerando prejuízos significativos.

Questionado sobre a operação impactar a gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil), que incorporou a Metamat à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), Max Russi foi claro. Ele considera que os órgãos públicos não devem ser punidos ou desacreditados, mas sim os indivíduos que cometem ilegalidades.

“Qualquer órgão que tiver uma operação ilícita, se a gente for extinguindo, temos que, por exemplo, o INSS, vamos extinguir o INSS? Vai acabar as aposentadorias das populações? Lógico que não. O que nós precisamos é que o que houve de ilícito seja apurado, seja culpado, punido os infratores”, argumentou o deputado. Assim, ele reforçou que a extinção de políticas públicas seria uma consequência desproporcional.

A primeira fase da operação teve como alvos o ex-presidente da Metamat, Juliano Jorge Boraczynski, além do ex-deputado estadual Wagner Ramos e Francisco Holanildo Silva Lima. Na segunda etapa, foram cumpridos mandados de sequestro de bens, incluindo imóveis e veículos, além de bloqueio bancário.

Além disso, Max Russi defendeu a blindagem e valorização das instituições estatais. Ele acredita na expansão econômica em diversos setores, como mineração e agricultura, para gerar emprego e renda. Para ele, é fundamental a punição dos responsáveis pela fraude na Metamat, sem prejudicar a instituição.

“Agora, eu defendo, nós precisamos ter uma política pública para mineração. Nós estamos em um estado com potencial muito grande, temos condição de gerar emprego, gerar renda, gerar desenvolvimento. Nós não podemos depender de um único setor, nós temos que expandir”, declarou. Uma atuação firme contra os envolvidos na fraude é essencial para a continuidade e fortalecimento do órgão.

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