Um ano se passou desde o feminicídio de Heloysa Maria de Alencastro Souza, de apenas 16 anos, em Cuiabá. A ausência da jovem segue ocupando todos os espaços da rotina da mãe, Suellen Alencastro, que ainda tenta aprender a viver com a dor enquanto aguarda por justiça.
“Tranquila, amorosa, dedicada, companheira e amiga”, é assim que ela descreve a filha. Ao invés de lembrar a data da morte, a mãe relata ao Mídia Jur que prefere se apegar ao início de tudo: 4 de maio de 2008, o dia em que Heloysa nasceu. “Não quero me definir pela data que os fatos ocorreram”, diz.
Feminicídio em Cuiabá: uma dor sem fim
Ao relembrar o crime, a mãe reforça o sentimento de inconformismo. “Se fosse uma tragédia, um acidente… ela estava dentro de casa.” A sensação, diz, ainda é de estar vivendo um pesadelo. “Às vezes acho que ela está dormindo no outro quarto. Mas aí vejo que é a minha realidade.”
Entre lembranças e sonhos interrompidos, ela fala sobre o futuro que a adolescente imaginava. Heloysa pensava em ser médica veterinária, depois passou a sonhar em seguir carreira como diplomata e aprender diferentes idiomas.
“Eu tenho que cobrar a Justiça, para que ele seja condenado pelo crime que cometeu, que pegue a pena máxima”, afirma Suellen. Em relação aos menores envolvidos, ela diz confiar na justiça divina. “O que é dele, vai ter um jeito de chegar até ele”, conclui.
O crime foi cometido pelo então padrasto de Heloysa, Benedito Anunciação, que contou com a ajuda do filho e outros dois adolescentes. A família ainda espera pelo julgamento dos réus. Para saber mais sobre o caso, clique aqui e leia a matéria completa na Portal 163.









