Facção em Cuiabá: Fábio Garcia denuncia intimidação e interferência política
O chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, revelou ter sido o autor da orientação para o registro de boletim de ocorrência em dezembro de 2023. Garcia expôs que membros de uma facção em Cuiabá impediram uma reunião comunitária no bairro Jardim Liberdade, demonstrando uma clara tentativa de dominação. Portanto, a Polícia Civil deflagrou a operação Ludus Sordidus, visando os envolvidos.
Facção em Cuiabá: Ameaças e Intervenção Política
Na ocasião, o encontro foi abruptamente encerrado sob ameaças, configurando uma demonstração de poder. A motivação por trás dessa dissolução parece ter sido estritamente política. Isso porque a irmã de um dos investigados era pré-candidata a vereadora e a reunião, com a presença de um secretário de Estado, foi interpretada como um evento com conotação política. Assim, a atuação da facção em Cuiabá visava inibir a atividade.
Fabio Garcia relatou ter sido informado previamente que a reunião seria cancelada por ordem do crime organizado. Ele estava se mobilizando para viabilizar seu projeto à Prefeitura de Cuiabá em 2024. No entanto, optou por não expor os fatos à imprensa na época, buscando evitar sensacionalismo. Por outro lado, recorreu à Polícia Civil para dar seguimento às denúncias sobre a atuação da facção em Cuiabá.
“Naquela oportunidade, eu tinha marcado uma reunião no Jardim Liberdade. Antes de me deslocar para essa reunião à noite, eu fui informado que a reunião não aconteceria mais, porque uma pessoa chegou à reunião e ameaçou a todos que estavam na reunião dizendo que o Fábio Garcia estava impedido de fazer qualquer ato político naquele bairro”, pontuou.
Fabio Garcia defende que o Brasil não pode ceder a tentativas de interferência ou à instituição de um poder paralelo. Ele enfatiza a necessidade de penas mais rigorosas contra organizações criminosas. Dessa forma, busca consolidar um país livre onde as pessoas possam se manifestar sem receios. Ademais, o objetivo é garantir a segurança pública.
“Na época, eu não quis divulgar porque eu estava numa pré-campanha e numa disputa interna no partido e a minha divulgação poderia ser vista como sensacionalismo ou um aproveitamento dessa oportunidade. Mas eu não baixei a guarda. E depois de alguns meses de investigação, chegaram, portanto, a uma busca, apreensão de armamento, dinheiro e pessoas relacionadas ao crime organizado”, comentou o secretário. Ele reiterou sua confiança na Justiça e na Segurança Pública no combate às facções.
Operação Ludus Sordidus: Resposta à Facção em Cuiabá
A Polícia Civil informou que, além de 10 mandados de prisão preventiva, foram emitidos oito de busca e apreensão, além de oito sequestros de imóveis. Também foram realizados 12 sequestros e bloqueios de contas e valores totalizando mais de R$ 13,3 milhões. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Capital. Além disso, os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Nova Odessa (SP).
A partir da ocorrência registrada por orientação de Fabio, foi instaurado inquérito policial na GCCO/Draco para apuração dos fatos. Com o avanço das investigações, foi possível identificar um grupo da facção em Cuiabá atuante na região do bairro Osmar Cabral, Jardim Liberdade e adjacências. Identificou-se um dos líderes do grupo criminoso que, sob a fachada de ações sociais e atuação como presidente de time de futebol amador, monopolizava atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas, estelionato e jogos ilegais.
Foram presos Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, Jheine Rodrigues Pinheiro, Ronaldo Queiroz de Amorim Júnior, Ozia Rodrigues, Dainey Aparecido da Costa (influencer Deniz Bet), Renan Curvo da Costa, Paulo Augusto e Silva Dias e Ronaldo Queiroz de Amorim. Um dos alvos, João Bosco Queiroz de Amorim, reagiu à abordagem e foi baleado, não resistindo aos ferimentos, apesar de encaminhamento ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Weberton Pedro da Silva, outro alvo, segue foragido. Para mais informações, acesse notícias em tempo real.










