O deputado federal licenciado e atual chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil), anunciou que retornará à Câmara Federal em abril de 2026 com o objetivo de buscar a reeleição. Em conversa com a imprensa, Garcia não descartou a possibilidade de trocar de partido, sinalizando que está aberto a novas movimentações no cenário político.
Cortejado pelo Podemos
Atualmente, Fabio Garcia tem recebido propostas do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), para que ambos migrem para o Podemos na janela partidária do próximo ano. Garcia elogiou a atuação de Max Russi, que deve assumir a liderança do Podemos no estado, mas considerou que qualquer movimento eleitoral neste momento seria prematuro.
Diálogo político para 2026
Embora tenha evitado se posicionar de forma definitiva, Fabio Garcia indicou que não se opõe a possíveis direcionamentos do União Brasil.
“Existe a possibilidade de eu dialogar com o meu grupo político sobre aonde seria o melhor caminho para que eu possa estar atuando da melhor forma como sempre atuei, contribuindo com o grupo político”, declarou.
O chefe da Casa Civil ressaltou a importância de discutir os planos para 2026 em conjunto com seu grupo político.
“Essa questão dos caminhos políticos para 2026, certamente chegará o momento de a gente poder sentar dentro de todo o grupo político e dialogar sobre quais são os possíveis caminhos para cada um de nós dentro do nosso grupo político. Agora, está todo mundo focado no trabalho, em desenvolver da melhor forma as atribuições que as pessoas nos delegaram através do voto nas eleições há 4 anos atrás”, completou.
Fortalecimento do União Brasil
Internamente no União Brasil, há preocupações sobre a formação de uma possível “chapa da morte”, o que leva algumas lideranças a considerar a saída do partido. Questionado sobre se o enfraquecimento da sigla seria a melhor saída para os filiados, Fabio Garcia foi enfático ao afirmar que a união deve ser o caminho.
“Enfraquecimento do partido nunca é a melhor saída para salvar mandato de A, B, C e D. Nós temos que trabalhar para fazer uma chapa que permita a gente ampliar o número de deputados. Assim que a gente tem que pensar política, o partido tem que se fortalecer. O nosso trabalho, o nosso desafio em especial dos deputados estaduais é formar uma chapa forte com um volume de voto grande, com candidaturas consistentes, para que a gente possa ampliar o nosso espaço e não pensar em diminuir”, argumentou Garcia.
A declaração sugere que o foco deve ser em fortalecer o partido e aumentar a representatividade, em vez de buscar estratégias que possam diluir o eleitorado ou enfraquecer mandatos existentes.










