Ex-servidora INSS Mustangs: R$ 7 mil de aposentadoria, R$ 903 mil em veículos

Ex-servidora INSS Mustangs em frente a dois carros de luxo, um cinza e outro vermelho.
Detalhes da ostentação de ex-servidora INSS Mustangs com Mustang elétrico e joias.
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Aposentada com rendimentos de R$ 7,4 mil líquidos chocou ao adquirir dois Ford Mustang elétricos de R$ 903 mil em poucos meses. Essa ex-servidora INSS Mustangs, Cecília Rodrigues Mota, comprou os luxuosos veículos diretamente da montadora. Portanto, as aquisições ocorreram entre janeiro e março do ano passado, cada um custando R$ 451.806,90.

Movimentação Financeira Suspeita da Ex-servidora INSS Mustangs

As informações sobre a vultosa movimentação financeira da ex-servidora foram encaminhadas à CPMI do INSS. Sendo assim, esses dados foram obtidos pela coluna que investiga o caso. Entre dezembro de 2023 e abril deste ano, Cecília movimentou R$ 1,3 milhão em veículos.

Além dos dois icônicos Mustangs elétricos – um cinza e outro vermelho –, ela também adquiriu uma caminhonete Ford Ranger e um Volkswagen Nivus. Ademais, as compras levantaram suspeitas de que ela continuou usufruindo dos Mustangs mesmo após a deflagração da operação Sem Desconto.

No dia 20 de maio deste ano, por exemplo, Cecília comprou dois carregadores para veículos elétricos em uma loja na capital cearense, Fortaleza. O modelo elétrico da Ford, lançado em 2019, ostenta um design que remete ao clássico Mustang dos anos 60, mas com a modernidade de um SUV utilitário esportivo.

Cecília não está sozinha nesse cenário de ostentação. Anteriormente, noticiamos que um ex-procurador do INSS, com salário de cerca de R$ 24 mil, adquiriu um Porsche Cayenne híbrido de R$ 787 mil por meio da empresa de sua esposa. Essa aquisição também consta em documentos sigilosos enviados à CPMI.

O esquema conhecido como “Farra do INSS”, revelado pelo Metrópoles, consiste em descontos ilegais em aposentadorias e movimentações financeiras suspeitas. Essas transações ocorriam entre servidores e entidades de fachada, gerando grandes prejuízos. Para mais detalhes sobre investigações em andamento, acesse nossos inquéritos legais.

A coluna tentou contato com Cecília Rodrigues Mota por e-mail, mas até o momento não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Ostentação e Investimentos em Joias da Ex-servidora INSS Mustangs

Além dos luxuosos automóveis e gastos elevados com viagens, a ex-servidora INSS Mustangs também demonstrou interesse em joias. Em abril deste ano, ela gastou R$ 30.188 em um relógio de aço e titânio com safira incrustada.

Na mesma ocasião, em uma loja em Fortaleza, ela adquiriu um colar de ouro 18k com pérolas, por R$ 12,4 mil. E, para completar, comprou um par de brincos de ouro com pérolas, por mais R$ 13 mil. Contudo, a origem dos recursos para tais aquisições é o ponto central das investigações.

O Papel da Ex-servidora INSS Mustangs na “Farra do INSS”

Nas investigações da “Farra do INSS”, Cecília Rodrigues Mota é apontada como uma das principais operadoras de entidades de fachada. Assim, essas organizações realizavam descontos ilegais nas aposentadorias de milhares de brasileiros.

Simultaneamente, enquanto recebia vultosos recursos dessas entidades, ela realizava pagamentos a outros servidores do INSS, órgão onde já trabalhou. A advogada, natural de Fortaleza, presidia associações investigadas, como a Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (AAPEN) e a Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB).

Esta última, em particular, chamou a atenção da Controladoria-Geral da União (CGU) por um feito notável: a filiação de 778 novos aposentados por hora. Segundo a CGU, a entidade não conseguiu comprovar que os aposentados efetivamente desejavam se associar, levantando ainda mais dúvidas sobre a legalidade das operações.

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