O ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis foi condenado a 37 anos de reclusão em regime fechado. A sentença foi dada nesta quarta-feira (19), em Cuiabá, pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Assim, a decisão atende às acusações de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e fraude processual, cometidos contra a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni. O corpo da vítima foi encontrado dentro do carro dela no Parque das Águas.
Julgamento do ex-PM condenado em Cuiabá
O réu, contudo, foi absolvido apenas da acusação de ocultar o corpo. A magistrada determinou, ademais, que ele permaneça preso, sem possibilidade de recorrer em liberdade. O ex-PM condenado em Cuiabá deverá ainda pagar 20 dias-multa. A família de Cristiane acompanhou o julgamento com serenidade.
Em nota, os familiares de Cristiane expressaram confiança na Justiça. Eles consideram o julgamento um passo importante para encerrar um ciclo de dor. “Confiamos no trabalho da Justiça e entendemos que este é um passo importante para encerrar um ciclo de dor, preservando a memória de Cristiane como mulher, amiga, mãe, filha, irmã e profissional exemplar”, diz trecho da nota. Sua vida será sempre lembrada por todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la.
Relembre o caso do ex-PM condenado em Cuiabá
Cristiane foi assassinada em 13 de agosto de 2023, na casa do ex-militar, no bairro Santa Amália, em Cuiabá. De acordo com a investigação, ela foi espancada e morta por asfixia mecânica. Ademais, sofreu estupro em condição de vulnerabilidade. O ex-PM condenado em Cuiabá tentou eliminar vestígios, lavando roupas e limpando manchas de sangue. Mais tarde, ele colocou a vítima no carro dela e a abandonou no Parque das Águas.
Segundo a denúncia do Ministério Público, ele chegou a simular que a advogada estivesse viva. Ele a colocou no banco do passageiro com óculos escuros. O corpo de Cristiane foi encontrado após familiares rastrearem o celular dela e localizarem o veículo. A defesa do ex-militar tentou, por sua vez, sustentar a tese de inimputabilidade por doença mental. Laudos periciais, entretanto, concluíram que Almir agiu com plena consciência.
O pedido de absolvição sumária, vale lembrar, foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e rejeitado. Isso garantiu a continuidade da ação penal até o julgamento pelo Júri. Para mais notícias da região, acesse nosso portal: portal163.com.br.










