Empresário usava currículos para fraudes fiscais em SP

Representação visual de um empresário sendo investigado por fraudes fiscais, com documentos e dinheiro.
Investigação apura esquema de empresário que usava currículos para cometer fraudes fiscais.
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Empresário envolvido em fraudes fiscais criava empresas ‘laranjas’

Um empresário paulista é o principal alvo da “Operação Hortifraude”. Ele utilizava estratégias criminosas para criar empresas em nome de “laranjas”, simulando operações financeiras inexistentes. O objetivo principal era a sonegação de impostos no setor de hortifrúti.

Até o momento, a força-tarefa, composta pela Secretaria de Fazenda, Ministério Público e Delegacia Fazendária, identificou uma sonegação fiscal de aproximadamente R$ 45 milhões. Foram cumpridas 148 ordens judiciais, incluindo buscas e apreensões, e suspensão de atividades de empresas e profissionais contábeis.

A extração de dados para empresas ‘laranjas’

O empresário oferecia empregos para desempregados e recolhia seus currículos com o único intuito de extrair dados pessoais. Ele abria empresas em nome dessas pessoas, que sequer tinham conhecimento ou condições financeiras para tal. A esposa do principal investigado também participava ativamente dessas fraudes.

O delegado João Paulo Firpo, responsável pelo inquérito, explicou que as vítimas relatavam não ter autorizado a abertura de empresas em seus nomes. Muitas foram surpreendidas ao descobrir que supostamente atuavam como empresárias. As oitivas de parentes e ex-funcionários corroboraram a falta de conhecimento sobre as atividades fraudulentas.

A maioria dessas empresas fictícias estava registrada no mesmo endereço. O líder do esquema mudava constantemente os sócios e a estrutura das empresas. Ele dificultava o rastreamento pelas autoridades e criava uma grande confusão tributária. Ele fechava uma empresa hoje e abria outra no mesmo dia para continuar com as atividades ilícitas.

Este grupo criminoso criou mais de mil CNPJs desde 2019. No entanto, 95% dessas empresas tiveram suas atividades suspensas, e 20 contadores foram identificados como envolvidos. A atuação desse empresário em fraudes fiscais gerou um impacto significativo.

O papel de consultor em fraudes fiscais

O principal investigado não atuava apenas no setor de hortifrúti. Ele oferecia consultoria a outros sonegadores de impostos, ensinando como fraudar o fisco. Ele era um mentor no universo das fraudes fiscais.

Um membro da célula criminosa, familiar do líder e residente em São Paulo, pode estar envolvido em outros crimes. Em sua residência, foram encontrados cheques e cartões de crédito de terceiros. Isso demonstra a sofisticação e o alcance do grupo criminoso. Para mais detalhes sobre investigações fiscais, acesse portal163.com.br/investigacoes.

A operação teve como foco coletar mais elementos e cessar a continuidade delitiva. O principal intuito foi impedir que contadores utilizassem a profissão para praticar crimes. A operação visa coibir futuras fraudes.

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