Deputado defende filho de Bolsonaro e ataca senadora: “vergonha é a senhora”

Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

GIOVANA GIRALDELLI

DA REDAÇÃO

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado Gilberto Cattani (PL) partiu para o “contra-ataque” após declarações da senadora Margareth Buzetti (PSD) contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Irritado com as críticas da senadora, que classificou o deputado federal como “moleque”, Cattani afirmou que Eduardo está fazendo o que o Senado jamais teve coragem de fazer e que a vergonha de Mato Grosso não são os atos do filho do ex-presidente, mas a omissão dos próprios senadores.

“Senadora, a senhora vem dizer que é molecagem a luta do Eduardo pela liberdade do povo brasileiro? Não senadora, a culpa não é dele não, a culpa é minha. A vergonha do meu Mato Grosso é ter senadores como a senhora, que nunca fizeram nada para cassar os ministros, também é minha e do meu povo mato-grossense, mas nós vamos mudar esse quadro, pode ter certeza que esse quadro vai ser mudado no ano que vem”, disse.

A declaração de Buzetti, feita ontem (22), responsabilizava Eduardo pela atual situação do pai, que cumpre medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. Para ela, o deputado teria causado prejuízos diplomáticos ao Brasil e contribuído para o acirramento da crise institucional que resultou nas restrições impostas a Bolsonaro. Chegou a chamá-lo de “moleque”, acusando-o  de agir de forma irresponsável por incitar intervenção com uso de armas.

Leia mais

Cattani, por outro lado, designa a Eduardo um papel de “lutador” que, segundo ele, o Senado nunca teve coragem de exercer. Para o deputado estadual, o filho do ex-presidente estaria defendendo os direitos individuais que beneficiam a população, em especial pequenos produtores e assentados, grupo do qual o próprio Cattani faz parte.

Ele argumenta que Bolsonaro enfrentou o sistema em defesa de liberdades individuais e que acabou punido justamente por isso, assim como outros mato-grossenses condenados por participação do ato antidemocrático do 8 de Janeiro e que tiveram bens bloqueados.

Nas palavras do deputado, se há alguém responsável pelas punições sofridas por Bolsonaro, esse alguém seria ele próprio, como cidadão beneficiado pelas ações do ex-presidente — e não Eduardo. O discurso também incluiu críticas à atuação do STF e à alegada omissão do Senado diante do que classificou como perseguição política.

 

Compartilhe :

Veja mais