Demanda Pantanal COP30: Estados apresentam expectativas para evento climático

Expectativas do Pantanal para a COP30: Estados apresentam propostas para evento climático.
Demandas do Pantanal para a COP30 sendo discutidas em evento climático.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram suas demandas e expectativas do Pantanal para a COP30, durante a Pre-COP dos Biomas, realizada em Campo Grande (MS). Dessa forma, a reunião buscou alinhar prioridades para o evento climático global.

A CEO da COP30, Ana Toni, destacou a oportunidade de Belém para reforçar a conexão entre clima, biodiversidade e protagonismo estadual. Vemos no Pantanal os efeitos da mudança do clima, mas também uma oportunidade única, afirmou ela, aludindo à seca histórica que afetou o bioma.

A importância da demanda Pantanal COP30

Além da abertura, a CEO participou de painel sobre o papel dos governos subnacionais. Aliás, estiveram presentes o governador de MS, Eduardo Riedel, e o secretário-adjunto de Meio Ambiente de MT, Alex Marega, entre outros representantes.

A Pre-COP do Pantanal foi organizada pelo Consórcio Brasil Verde, em parceria com o Governo de MS e apoio do Centro Brasil no Clima. Portanto, os eventos visam um compromisso político conjunto e o anúncio de um “Banco de Soluções Subnacionais”.

Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, enfatizou a COP de Belém como uma COP da implementação. Isso significa que os estados e municípios precisam estar envolvidos. Assim, todos terão uma ação organizada com suas políticas estaduais de mudança do clima.

A governança subnacional foi, pela primeira vez, incluída na contribuição nacionalmente determinada do Brasil. Portanto, reforçar o engajamento de estados e municípios é essencial para a COP30.

Ana Toni ainda ressaltou que a COP30 deve apresentar o Brasil como um provedor de soluções climáticas. Eduardo Riedel, por sua vez, citou os esforços de MS na conservação e desenvolvimento sustentável.

“Mato Grosso do Sul tem uma contribuição muito grande”, disse Riedel, mencionando a lei de preservação do Pantanal e seus programas de financiamento. Contudo, ele ressaltou a importância de chamar o setor privado para a discussão.

Durante os debates, foi entregue à CEO a Carta do Pantanal, documento que reitera a contribuição do bioma à agenda climática global. Aliás, ela destaca a vulnerabilidade pantaneira às mudanças climáticas.

A carta aponta que secas severas, enchentes extremas e incêndios comprometem a conservação e a vida das populações. Por conseguinte, os autores recomendam um Plano Integrado de Desenvolvimento Sustentável do Pantanal. Além disso, defendem o pagamento por serviços ambientais e o fortalecimento da infraestrutura científica.

A COP Pantanal foi a terceira da série de conferências regionais, antecedida pela Mata Atlântica e Caatinga. Já estão programadas edições para o Cerrado e o Pampa. Essas Pre-COPs dos Biomas reforçam que todos os biomas brasileiros têm voz no enfrentamento da crise climática, e nenhum deles pode ficar de fora do debate.

Para mais informações sobre a agenda climática do Brasil, visite nosso portal em portal163.com.br.

Compartilhe :

Veja mais

Junte-se aos nossos leitores e receba conteúdo exclusivo e atualizado em primeira mão!