Dados COAF em investigação: Justiça veta uso em MT

Documento com informações financeiras, representando dados do COAF em investigação.
Relatório financeiro sendo analisado, com a decisão judicial vetando o uso de dados do COAF em investigações.
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A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, tomou uma decisão importante nesta terça-feira (30). Portanto, ela proibiu a Polícia Civil de Mato Grosso de utilizar dados do COAF investigação em inquéritos da Operação Poço Sem Fundo.

A decisão atende a um pedido da empresária Cristiane Almeida. O pedido inicial da defesa era pela suspensão total da investigação. Alegou-se que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu processos similares. Além disso, a defesa argumentou que a requisição direta de informações financeiras ao COAF viola entendimentos consolidados.

Dados do COAF investigação: defesa aponta contaminação probatória

Um trecho do relatório da decisão ressalta que a autoridade policial requisitou informações diretamente ao COAF. Assim, a defesa sustenta que isso afronta o entendimento do STF e do STJ, gerando risco de contaminação probatória.

A magistrada, no entanto, negou a suspensão total do inquérito. Mesmo assim, reconheceu que o STF ainda julga a legalidade da requisição de relatórios financeiros sem autorização judicial prévia.

Mesmo sem citar a empresária nominalmente no relatório, a juíza determinou a retirada dos dados do COAF. Em conclusão, isso visa garantir a segurança jurídica e evitar questionamentos futuros. A determinação foca no desentranhamento do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) n. 113462.131.11966.14213.

Operação Poço Sem Fundo sob análise

Deflagrada em maio, a Operação Poço Sem Fundo investiga o suposto desvio de recursos públicos. Por exemplo, as apurações envolvem contratos para perfuração de poços artesianos pela Metamat. Auditorias apontaram falhas na execução e fiscalização, resultando em pagamentos por poços secos ou improdutivos.

As fraudes podem somar R$ 22 milhões. Entre os investigados estão o ex-presidente da Metamat, Juliano Jorge Boraczynski. Ademais, o ex-deputado estadual Wagner Ramos e Francisco Holanildo Silva Lima, ex-diretor-técnico, também são alvos.

Empresários do setor igualmente estão sob investigação. Dessa forma, a exclusão dos dados do COAF investigação pode impactar o curso do processo. Para mais detalhes sobre investigações em Mato Grosso, acesse nossa cobertura completa.

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