Dados do COAF em inquérito: Justiça veta uso no MT

Documento com selo da justiça sobre dados do COAF sendo vetados em um inquérito.
Decisão judicial veta uso de dados do COAF em inquérito, impactando investigações.
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A Justiça de Mato Grosso, por meio da juíza Edna Ederli Coutinho, proibiu o uso de dados do COAF nas investigações da Operação Poço Sem Fundo. A decisão, tomada nesta terça-feira (30), atende a um pedido da defesa da empresária Cristiane Almeida.

Inicialmente, a defesa buscou suspender toda a investigação, alegando que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a suspensão de processos que discutem a legalidade de provas financeiras requisitadas diretamente pela polícia ou MP ao COAF. A requisição de informações financeiras diretamente ao órgão neste inquérito afronta o entendimento do STF e STJ, gerando risco de contaminação probatória.

Decisão sobre os dados do COAF em inquérito

A magistrada, no entanto, negou a suspensão total do inquérito. Contudo, reconheceu que o STF ainda julga um tema de Repercussão Geral sobre a legalidade da requisição de relatórios financeiros sem autorização judicial. Mesmo sem citar a empresária no relatório, a juíza determinou o desentranhamento dos dados do COAF, vedando o uso de informações dele derivadas, visando a segurança jurídica.

A Operação Poço Sem Fundo, deflagrada em maio, apura suposto desvio de recursos públicos em contratos da Metamat para perfuração de poços artesianos. Auditorias apontaram falhas em obras e fiscalização, resultando em pagamentos por poços secos ou improdutivos, com fraudes que podem atingir R$ 22 milhões.

Entre os alvos estão o ex-presidente da Companhia, Juliano Jorge Boraczynski, o ex-deputado estadual Wagner Ramos e Francisco Holanildo Silva Lima, ex-diretor-técnico da Metamat. Empresários do setor também são investigados.

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Em conclusão, a vedação ao uso de dados do COAF em inquéritos como este busca garantir a lisura dos processos investigatórios.

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