CPI do Feminicídio: Fábio Garcia nega interferência em MT

Plenário da Assembleia Legislativa de MT, onde Fabio Garcia negou interferência na CPI do Feminicídio.
Fábio Garcia, chefe da Casa Civil, esclarece acordo para comissão especial sobre o feminicídio em MT.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil), negou veementemente qualquer interferência do Governo do Estado na CPI do Feminicídio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Segundo ele, foi firmado um acordo com a deputada estadual Edna Sampaio (PT), autora da proposta, para que a investigação fosse substituída por uma comissão especial. Dessa forma, Garcia afirma que o governo não teme a apuração dos fatos.

Acordo para a CPI do Feminicídio

Fabio Garcia esclareceu que o objetivo foi encontrar o melhor meio para tratar o tema. Portanto, optou-se pela criação de uma comissão especial. Ele detalhou isso durante a abertura do Fórum de Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico, promovido pelo Lide Mato Grosso em parceria com a ALMT. Essa iniciativa reuniu políticos e empresários para debater economia verde e transição energética em Cuiabá.

A proposta inicial da CPI do Feminicídio visava apurar a eficácia dos mecanismos de combate à violência contra a mulher e as causas do alto índice de feminicídios em Mato Grosso. Além disso, buscava averiguar o orçamento destinado a esse fim e identificar soluções para inibir novas mortes. No entanto, Mato Grosso lidera o ranking nacional de feminicídios pelo segundo ano consecutivo, com 37 casos registrados em 2025 até o momento.

Desistências e Confusão Política

Inicialmente, a proposta da CPI do Feminicídio contava com 11 assinaturas, mas este número subiu para 13. Contudo, na manhã desta quarta-feira (27), seis deputados retiraram seu apoio à abertura da investigação. Assim, restaram apenas sete, abaixo do mínimo de oito exigido pelo Regimento da ALMT.

Fabio Garcia ainda explicou a diferença entre os tipos de comissão. Ele argumentou que uma CPI serve para investigações específicas, enquanto uma comissão especial aborda temas de forma mais ampla. Por exemplo, o feminicídio é um assunto que aflige toda a sociedade mato-grossense. Ele concluiu que a comissão especial permite um foco especial no tema.

Nos bastidores, especula-se que o Governo do Estado teria pressionado sua base aliada pela retirada das assinaturas. O objetivo seria evitar desgaste para o governador Mauro Mendes (União Brasil) com o possível uso político das informações que poderiam ser levantadas pela CPI. Dessa forma, a decisão de criar a comissão especial em vez da CPI ganha contornos de estratégia política.

Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real. CLIQUE AQUI.

Compartilhe :

Veja mais