O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expressou descontentamento com a velocidade dos trabalhos da CPI da CS Mobi. Ele cobra maior empenho dos envolvidos na investigação do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) com a empresa responsável pelo estacionamento rotativo na área central da cidade.
Segundo o gestor, há um sentimento de “estranhamento” com a lentidão da CPI da CS Mobi, atingindo diretamente aliados. São eles o vereador e presidente da CPI, Rafael Ranalli (PL), e o líder na Câmara, Dilemário Alencar (União Brasil). A comissão conta ainda com Maysa Leão (Republicanos) como membro independente.
CPI da CS Mobi: Por que a demora?
Em entrevista no Palácio Alencastro, Abilio Brunini foi questionado sobre o andamento das obras do Mercado Municipal Miguel Sutil, uma das contrapartidas da empresa. Ele ressaltou que, embora aguarde posicionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a morosidade da comissão na Câmara é notável. Além disso, ele enfatizou a necessidade de direcionar as perguntas corretas para que a investigação avance.
“Às vezes eu tenho a sensação que a CPI não quer continuar investigando, então essa é uma sensação meio estranha ali. Eu percebi nos comentários que a CPI quer encerrar logo. Não sei se isso é verdade. Acho que cabe vocês perguntarem para o Ranalli, para a Maysa e para o Dilemário, mas eu acho que essa CPI deveria continuar investigando, porque tem muita coisa ainda para ser investigada. Tem que ouvir as pessoas que participaram da elaboração”, disparou Abilio.
Ele relembrou suspeitas na formatação do contrato, citando que nas oitivas da CPI, ex-procurador geral do município, auditores e fiscais deram claros sinais de falhas. Essas falhas, no entanto, foram ignoradas e aprovadas por superiores. Portanto, Abilio destacou que a comissão possui autoridade que o município não tem no momento.
“Tem que ver quem foi que tirou vantagem com esse contrato, porque a gestão pública aqui não foi”, enfatizou o prefeito, apontando o confisco de recursos das contas municipais. Ele acredita que a comissão deve se desdobrar para apurar a situação que tem prejudicado a prefeitura.
O prefeito ainda questionou a ausência de indivíduos-chave nas investigações. “Com tantos fatos ali, acho que a CPI tem que começar a trazer algumas pessoas lá, por exemplo, que vão responder algumas perguntas. Tipo, não foi o procurador que deu parecer favorável para colocar o aditivo contratual vinculando o FPM do município ao contrato. Não foi o procurador. Foi uma pessoa de fora da gestão pública. Cadê essa pessoa? Por que ela fez isso? E outra, por que não passou pela Câmara, sendo que era necessário passar pela Câmara para fazer um aditivo contratual vinculando o FPM? Tem que explicar isso também. Então, assim, tem muita coisa que acho que tem que explicar”, questionou Abilio.
Em suma, a comissão tem o objetivo de investigar eventuais irregularidades, como sobrepreço, falta de execução de cláusulas contratuais ou outros danos ao erário público, incluindo o financiamento da Prefeitura no empréstimo da CS Mobi. A apuração minuciosa é essencial para garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
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