A condenação ex-PM Cuiabá por crimes hediondos foi proferida na última sexta-feira (17). Almir Monteiro dos Reis, ex-policial militar, recebeu a pena de 37 anos de reclusão em regime fechado. Assim, ele foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e fraude processual, cometidos contra a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni. O corpo da vítima foi encontrado em seu próprio carro, abandonado no Parque das Águas.
Julgamento e Sentença Detalhada
A decisão final sobre a condenação ex-PM Cuiabá foi anunciada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, após sessão do Tribunal do Júri. No entanto, o réu foi absolvido apenas da acusação de ocultar o corpo. A magistrada determinou, adicionalmente, que ele permaneça preso, sem possibilidade de recorrer em liberdade, e deverá pagar 20 dias-multa.
Com isso, a família de Cristiane expressou serenidade diante do desfecho do caso. Eles confiaram no trabalho da Justiça, considerando este um passo importante para encerrar um ciclo de dor. Além disso, ressaltaram a importância de preservar a memória de Cristiane como uma profissional exemplar e uma pessoa querida.
Fatos Cruéis do Crime Relembrados
Cristiane foi brutalmente assassinada em 13 de agosto de 2023, na residência do ex-PM, no bairro Santa Amália, em Cuiabá. A investigação apontou que a vítima foi espancada e morta por asfixia mecânica, além de ter sofrido estupro em condição de vulnerabilidade. Mais tarde, o réu tentou simular que a advogada ainda estivesse viva, colocando-a no banco do passageiro do carro com óculos escuros.
Após o crime, o ex-militar permaneceu horas na residência, tentando eliminar vestígios. Ele chegou a lavar roupas e limpar manchas de sangue. Então, colocou o corpo da vítima dentro do carro dela e dirigiu até o Parque das Águas, onde abandonou o veículo. O corpo de Cristiane foi localizado após familiares rastrearem seu celular.
A defesa do ex-militar tentou, durante o processo, alegar inimputabilidade por doença mental. Contudo, laudos periciais concluíram que Almir agiu plenamente consciente de seus atos. O pedido de absolvição sumária foi rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), garantindo a continuidade do julgamento. Para mais detalhes sobre crimes na região, acompanhe as atualizações em este link.










