Combate à Violência Doméstica em Várzea Grande
Em 7 de agosto, data que marca os 19 anos da Lei Maria da Penha, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), reforçou as políticas públicas existentes e anunciou novas ações voltadas ao combate à violência doméstica no município. Portanto, a iniciativa visa fortalecer a lei e enfrentar o grave problema social dos feminicídios.
Durante um encontro, a gestora apresentou os avanços na proteção e acolhimento às vítimas. Além disso, destacou iniciativas para aumentar o engajamento da sociedade, especialmente do setor privado, na causa.
Patrulha Maria da Penha: Resultados Expressivos contra a Violência Doméstica
Um dos pontos altos foi a divulgação dos resultados da Patrulha Maria da Penha. Este serviço da Guarda Municipal oferece acompanhamento a mulheres vítimas de violência doméstica. Por exemplo, 98% das atendidas, sob medidas protetivas, não sofreram novas agressões.
“Temos uma rede de proteção ativa desde 2017”, explicou a prefeita. A rede envolve a Comarca, a Prefeitura, a Guarda Municipal, a Assistência Social e a Secretaria de Saúde. Consequentemente, essa colaboração tem sido fundamental para quebrar o ciclo da violência, demonstrando a eficácia das políticas públicas.
Para saber mais sobre a situação na cidade, confira este artigo sobre violência doméstica Várzea Grande: Homem agride esposa e sogra.
Novo Selo para Empresas Amigas da Mulher
Foi anunciado o envio de um projeto de lei para instituir o Selo Ana Emília Iponema Brasil Sotero. Esta homenagem homenageia uma referência nacional na defesa dos direitos das mulheres. Assim, o selo reconhecerá empresas comprometidas com a equidade de gênero e ações contra a violência doméstica.
O programa “Empresa Amiga da Mulher” exigirá critérios como igualdade salarial e equidade em processos seletivos. Além disso, a participação em programas de proteção à mulher e a capacitação de funcionários para o acolhimento de vítimas serão requisitos.
- Empresas serão reconhecidas em três níveis: Ouro, Prata e Diamante.
- O programa visa reforçar o combate à violência de gênero em Várzea Grande.
Espera-se que o novo programa seja votado ainda em agosto. Ele representa um passo crucial nas estratégias do município para garantir mais oportunidades e segurança às mulheres.
Equidade no Poder Público e Engajamento Social no Combate à Violência Doméstica
A gestão municipal também ressaltou o avanço interno, com 77% do quadro funcional composto por mulheres. Ademais, há equilíbrio de gênero entre secretários e subsecretários, evidenciando um compromisso com a equidade dentro do próprio poder público.
“Agora queremos que a sociedade civil, especialmente as empresas, também abracem essa causa”, afirmou a prefeita. Portanto, a criação do selo busca incentivar e ampliar a rede de apoio às mulheres.
Sirlei Salette, subcomandante da Guarda Municipal e coordenadora da Patrulha Maria da Penha, destacou a importância do trabalho de acompanhamento individual às vítimas. “Se elas precisarem fora dos horários, podem ligar para o telefone exclusivo de atendimento”, explicou. Somente neste ano, 177 mulheres foram atendidas.
“Se alguém estiver presenciando um ato de violência contra a mulher, ligue 190”, complementou. A ação rápida é fundamental para a tomada de providências necessárias.
A secretária de Assistência Social, Cristina Saito, elogiou as novas estratégias da prefeita. Ela adiantou que a administração foca na capacitação dos servidores nos CRAS. Frequentemente, essas unidades acolhem vítimas de violência, necessitando de preparo adequado.
“Nosso maior empenho nesse momento é a capacitação de nossas equipes”, ressaltou Saito. A intenção é que os profissionais saibam os caminhos a serem seguidos ao receber uma demanda. Portanto, é crucial que as unidades acolham todas as mulheres, promovendo o diálogo sobre a temática.
A prefeita Flávia Moretti reforçou os canais de denúncia e acolhimento na cidade. “Não podemos ficar omissos mais”, declarou. O município oferece assistência em diversas frentes, como escolas e a própria prefeitura. Dessa forma, qualquer mulher em situação de violência pode buscar ajuda, pois será acolhida.









