Comandante não vê imagem da PM manchada após prisão de policiais

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O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando Tinoco, afirmou que não vê a corporação manchada após a prisão de quatro militares por suposto envolvimento no assassinato do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Renato Nery, em Cuiabá. O coronel, que em ocasiões anteriores se esquivou do assunto, decidiu se manifestar de forma mais contundente sobre o caso nesta segunda-feira (24).
Segundo Tinoco, “desvios de função” podem acontecer em todas as instituições – não sendo algo restrito à PM. “Não só na Polícia Militar, em qualquer outra instituição pode sim acontecer algum desvio de função, algum desvio na natureza do desenvolvimento da sua função, mas isso não representa o que a Polícia Militar é”, afirmou.

Montagem/Rdnews

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Fernando Tinoco; no detalhe, o advogado Renato Nery, morto a tiros em Cuiabá

Os militares, que foram alvos de operação da Polícia Civil, estavam lotados no Batalhão de Ronda Ostensiva Tático Metropolitana (Rotam), mas o comandante-geral ressalta que a unidade especializada não pode ser resumida aos policiais investigados.
“Até que se prove que realmente existe alguma responsabilidade sobre os atos, a gente prefere ficar quieto. A Rotam é um batalhão que representa muito para a Segurança Pública do Estado do Mato Grosso, e que muito me orgulha”, completou.
Pressão e resposta
O comandante-geral tem sofrido pressão para se posicionar sobre o caso – principalmente após o próprio governador Mauro Mendes (União Brasil) salientar que não furtaria a “cortar na própria carne” caso o envolvimento dos PMs na execução do advogado seja comprovado. Hoje, após voltar a ser questionado pela imprensa, Tinoco frisou que medidas administrativas foram tomadas pela PM.
“Com relação a essa situação, todas as medidas administrativas que cabiam a Polícia Militar tomar, nós tomamos”, afirma, voltando a reforçar o pedido para que perguntas relacionadas às investigações sejam feitas para a Polícia Civil, como já havia feito em ocasiões anteriores.
Caso
Renato Nery morreu aos 72 anos atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na porta de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, porém não resistiu e morreu horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio do ex-presidente da OAB-MT.
No dia 06 de março, quatro policiais militares foram presos por suposto envolvimento no crime. São eles: Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira. EXECUÇÃO DE ADVOGADO Comandante não vê imagem da PM manchada após prisão de policiais Comandante não vê imagem da PM manchada após prisão de policiais Cinco militares foram presos por suposto envolvimento em execução do ex-presidente da OAB-MT, Renato Nery

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