Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso desvendou um esquema para clonar cartões robôs. A operação, batizada de Código Seguro 3, revelou uma organização criminosa com base em São Paulo, que atuava em todo o país pela internet, identificando sequências válidas para realizar compras fraudulentas.
Operação Código Seguro 3: Como o esquema para clonar cartões robôs funcionava
Segundo o delegado Gustavo Godoy, o grupo era liderado por Danilo Dias, conhecido como “Ganso”. A ação resultou no bloqueio de três sites usados pela quadrilha.
Um robô administrava um site que testava combinações de números de cartões de crédito. O objetivo era identificar sequências válidas para realizar compras fraudulentas.
Qualquer cartão de crédito possui 16 dígitos. Os seis primeiros informam a bandeira e o banco emissor, funcionando como uma espécie de “impressão digital” do cartão. Com base nisso, o robô fazia tentativas em sites de baixa segurança.
Após identificar uma sequência de 16 números, o sistema testava o código de segurança (CVV). Se a combinação fosse funcional, o robô realizava uma compra de R$ 1,00. Aprovada a transação, o dado do cartão era considerado apto para venda.
Além disso, a organização lucrava vendendo os dados dos cartões clonados. O grupo também utilizava diretamente esses cartões para compras de celulares, computadores e recargas de aplicativos.
Para acessar as informações, os interessados compravam créditos nos sites, em um modelo parecido com plataformas legítimas. Contatos eram feitos via WhatsApp e Telegram, onde também ofereciam suporte.
A operação evidenciou um alto nível de conhecimento técnico e uma estrutura de rede bem montada. “Era uma fraude bem sofisticada, dependia do conhecimento muito grande de informática”, ressaltou o delegado.
Prisões e apreensões na operação para clonar cartões robôs
Foram expedidos sete mandados de prisão e 15 de busca e apreensão. Além disso, foram retirados do ar três sites e sete canais do Telegram, bem como um grupo de WhatsApp.
Os valores sequestrados somam mais de R$ 5,9 milhões. As ordens judiciais foram cumpridas em nove estados brasileiros, com alvos em diversas cidades. Veja a lista completa de presos:
- Danilo Dias, o “Ganso”
- Ryan da Silva Fonseca, o “RN”
- Francisco César de Amorim Neto
- Daniel Henrique Santos
- Tayler de Jesus Souza, o “Zereph”
- Ester da Silva Assis, a “Brava”
- Richard Oliveira Jades da Silva
Portanto, a ação representa um duro golpe contra crimes cibernéticos. Para mais detalhes sobre segurança digital, confira nossos artigos em portal163.com.br/seguranca.









