Uma megaoperação policial foi deflagrada nesta quinta-feira (2) para desarticular a cúpula de uma facção criminosa responsável por ao menos 22 homicídios em Mato Grosso nos últimos dois anos. Batizada de Véu Caído, a ofensiva tem como alvo os supostos gerentes da organização, que atuavam em Mirassol D’Oeste e na região de fronteira com a Bolívia, comandando execuções, o tráfico de drogas e outros crimes. A ação é coordenada pela Polícia Civil, visando atingir os chefes de facção MT.
Ao todo, 13 mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão estão sendo cumpridos em cinco municípios: Rondonópolis, Várzea Grande, Mirassol, Araputanga e Cáceres. Além desses, quatro unidades prisionais do estado estão incluídas, onde parte dos alvos já estava detida. Os investigadores também pediram sequestro de bens e quebras de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos.
Operação Véu Caído visa desmantelar organização criminosa
De acordo com o delegado Gustavo Ataide, responsável pelo caso, os alvos ocupavam posições estratégicas dentro da facção. Portanto, eles eram os responsáveis por determinar assassinatos e manter a estrutura criminosa ativa. O foco principal da operação é impactar diretamente os chefes de facção MT.
“A operação visa atingir a rede de apoio deles na criminalidade, além dos próprios gerentes. Os alvos se concentram em Rondonópolis, mas há também em Várzea Grande. Há cerca de cinco alvos já presos com novos mandados, e três deles também com busca e apreensão nas celas”, afirmou o delegado.
O nome “Véu Caído” faz referência ao uso de laranjas e codinomes pelos líderes para esconder suas identidades e ordens de execução. A investigação contou com apoio do Ministério Público e da inteligência do 17º Batalhão da PM. Para mais informações sobre segurança pública na região, acesse notícias de segurança.
Em suma, esta operação representa um avanço significativo no combate à criminalidade organizada. Portanto, os chefes de facção MT agora enfrentam a justiça.










