Chefe do MP defende pena máxima para suspeitos do caso Emelly Sena

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O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca, defendeu a adoção de medidas drásticas pelo Poder Judiciário no caso Emelly Sena. A adolescente de 16 anos e grávida de nove meses foi assassinada a sangue frio e teve o bebê retirado à força do ventre. Nataly Hellen Martins Pereira, de 25 anos, foi presa em flagrante e confessou o crime. Outros três suspeitos foram liberados, mas seguem sob investigação.
Para Fonseca, é preciso que o Judiciário olhe para esse caso com atenção, a fim de que os responsáveis sejam punidos com a mesma gravidade do crime. 

Rodinei Crescêncio/Rdnews

“Na hora de fazer a dosimetria da pena, nós esperamos que o Poder Judiciário leve em conta toda a crueldade do crime, porque a pena sempre varia dos limites mínimos e máximos. Um caso desse é para se aproximar muito com a pena máxima”, argumentou o procurador-geral. 
O chefe do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também reconheceu a bárbarie e a crueldade no caso da adolescente. O procurador-geral pontuou a surpresa quando teve conhecimento do crime. 
“É algo que assusta a todos. É uma forma, vamos dizer, totalmente atípica e cruel de praticar um crime”, disse. 
Ao tratar sobre o endurecimento de penas, o posicionamento de Fonseca é de que haja mudanças legislativas a partir do Congresso Nacional. O MP se reserva a aplicar a legislação vigente. “Cabe a nós aplicar a Legislação da forma mais drástica que ela permite”, finalizou o PGJ. 
O caso
Emelly Azevedo Sena havia desaparecido na terça-feira (11), por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.
Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido deram entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não estava grávida e que a criança seria de outra mãe.
Na quinta (13) pela manhã, o corpo de Emelly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga, sem o bebê.
Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Quatro suspeitos foram presos, entre eles o marido de Nataly, mas os três foram liberados, tendo permanecido presa apenas a mulher. Eles negam negam envolvimento no crime. CRIME BRUTAL Chefe do MP defende pena máxima para suspeitos do caso Emelly Sena Chefe do MP defende pena máxima para suspeitos do caso Emelly Sena Para Fonseca, é preciso que o Judiciário olhe para esse caso com atenção, a fim de que os responsáveis sejam punidos com a mesma gravidade do crime

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