Candidata gênio: aprovada em concurso de R$ 27 mil e sob investigação

Jovem sorri confiante após aprovação em concurso público de alto salário.
Aprovada em concurso com salário atrativo, a 'candidata gênio' está sob investigação por fraudes.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

A jovem Laís Giselly Nunes de Araújo, de 31 anos, conhecida como a candidata gênio, conquistou uma vaga em um dos certames mais cobiçados do país, mesmo sob investigação da Polícia Federal (PF) por suspeitas de fraudes em concursos. Sua nova aprovação levanta novamente o debate sobre a integridade dos processos seletivos.

A ‘candidata gênio’ e a aprovação no TCE-PE

A pernambucana agora integra a lista de aprovados para analista de controle externo do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE). O resultado foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Assim, a candidata gênio consolida sua presença em seleções de alto nível.

Este concurso oferece um salário inicial de R$ 27.731,32 e atraiu milhares de inscritos. A prova, realizada em 7 de setembro, demandou nível superior em áreas como contas públicas e tecnologia da informação.

Da fama de ‘superaprovada’ à investigação da PF

Laís Giselly ganhou notoriedade por um currículo impressionante de aprovações, incluindo medicina e direito em universidades federais. Contudo, a PF suspeita que essas conquistas, que lhe renderam o apelido de candidata gênio, possam ter sido obtidas ilicitamente. Desde 2022, investigações apuram seu envolvimento em pelo menos 14 certames.

A investigação se intensificou após o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024. Descobriu-se que o gabarito da candidata era idêntico ao de Wanderlan Limeira de Sousa, apontado como líder de uma organização criminosa. A PF considera as aprovações “estatisticamente improváveis” e identifica “indícios fortes de participação nas fraudes”.

Ligação com a quadrilha investigada

Documentos apreendidos pela PF estabelecem uma conexão direta entre Laís e outros membros da organização. Um registro de janeiro de 2024 menciona a aprovação de Wanderlan no Banco do Brasil, o que sugere conhecimento prévio das atividades ilícitas. A suspeita é que Laís fosse uma das “clientes” da quadrilha, pagando por gabaritos e esquemas fraudulentos. A investigação prossegue para rastrear transações financeiras e determinar a extensão das fraudes, avaliando se outras aprovações ocorreram de forma irregular. Para mais informações sobre concursos e investigações, acesse: Portal 163.

Compartilhe :

Veja mais