Câmara rejeita Comissão Processante contra Chico 2000

Câmara Municipal de Cuiabá rejeita Comissão Processante contra Chico 2000
A Câmara de Cuiabá rejeita a Comissão Processante contra o vereador Chico 2000
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Em uma sessão tensa, a Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou, por 15 votos contrários e sete favoráveis, o pedido de instauração de uma Comissão Processante contra o vereador afastado Chico 2000 (PL).A decisão foi considerada um golpe para a ética no poder, principalmente após a Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil, que apura desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

  • A investigação também investiga os crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com prejuízo estimado em mais de R$ 600 mil aos cofres públicos.

Ao rejeitar a Comissão Processante, a Câmara demonstrou que está disposta a proteger os direitos de seus membros, mesmo que isso signifique não investigar possíveis irregularidades. Por exemplo, a Operação Gorjeta foi considerada uma das principais razões para a rejeição da Comissão Processante.

CÂMARA REJEITA COMISSÃO PROCESSANTE

Aqui está como votaram os vereadores:

  • Adevair Cabral – não
  • Alex Rodrigues – não
  • Baixinha Giraldelli – não
  • Cezinha Nascimento – ausente
  • Daniel Monteiro – não
  • Demilson Nogueira – não
  • Dídimo Vovô – não
  • Dilemário Alencar – sim
  • Dra. Mara – Abstenção
  • Eduardo Magalhães – ausente
  • Ilde Taques – não
  • Jeferson Siqueira – não
  • Kássio Coelho – não
  • Katiuscia Mantelli – sim
  • Marcrean Santos – não
  • Marcus Brito Jr. – não
  • Maria Avalone – não
  • Mário Nadaf – não
  • Maysa Leão – sim
  • Michelly Alencar – sim
  • Paula Calil não vota, mas manifestou ser favorável a abertura da Comissão Processante.
  • Rafael Ranalli – sim
  • Samantha Iris – sim
  • Sargento Joelson – não
  • Tentente-coronel Dias – sim
  • Wilson Kero Kero – não

Em abril de 2025, o parlamentar já havia sido retirado do cargo em razão da Operação Perfídia, que investigou um esquema de cobrança de propina por vereadores a uma empreiteira responsável pela obra da Avenida Contorno Leste. Além disso, a Operação Gorjeta é apenas mais um exemplo de como a corrupção se perpetua no poder.

A decisão judicial também impede o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá de contratar ou nomear quaisquer dos investigados na operação. Por outro lado, a rejeição da Comissão Processante pode ser vista como um sinal de que a Câmara está disposta a proteger seus membros, mesmo que isso signifique não investigar possíveis irregularidades.

Para saber mais sobre a Operação Perfídia e a corrupção no poder, leia nosso artigo sobre afastamentos.

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