Advogado isenta família de desvio em carta; Operação Sepulcro Caiado avança

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Em uma carta escrita à mão, o advogado João Gustavo Ricci Volpato isentou a mãe, Luiza Rios Ricci Volpato, e o irmão, Augusto Frederico Ricci Volpato, de envolvimento em esquemas de desvio de recursos públicos da conta única do Tribunal de Justiça.

O ex-secretário adjunto de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá afirmou que as empresas citadas nas investigações, das quais sua mãe e irmão são sócios, estavam sob sua gestão.

“Eu, João Gustavo Ricci Volpato, declaro que a gestão das empresas Labor FM e RV Cobrança estavam sob minha gestão somente. E, que a minha mãe Luiza R. R. Volpato e meu irmão Augusto F. R. Volpato não tinham domínio da administração das mesmas”, diz a carta assinada nesta quinta-feira.

Investigação Sepulcro Caiado

João Gustavo, Luiza e Augusto Frederico foram alvos de prisões preventivas na Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Polícia Civil. A matriarca, Luiza, foi liberada por não ter sua participação nas fraudes comprovada e por ter mais de 75 anos.

João Gustavo é apontado como um dos líderes do esquema. Investigadores indicam que a trama era centralizada em sua figura, com participação de familiares, empresas a ele vinculadas e advogados como Régis Poderoso, Wagner Vasconcelos de Moraes, Melissa de Moraes, Themis Lessa, João Miguel da Costa Neto e Rodrigo Marinho.

A investigação aponta que o grupo agia com a colaboração de servidores do Poder Judiciário, especialmente Mauro Martins Sanches Júnior.

“Os indícios apontam para um modus operandi estruturado e reiterado, sustentado por aparência de legalidade e uso indevido da atuação profissional para conferir aparência de regularidade às fraudes perpetradas”, observa o juiz Moacir Tortato na decisão.

Desembargador envolvido

O advogado João Gustavo é genro do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A filha do magistrado, Flávia de Oliveira Santos Volpato, foi alvo de busca e apreensão.

Devido ao envolvimento do magistrado nas investigações, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) avocou o caso para si.

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