Adolescente é agredida em escola; investigação aponta grupo organizado

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A Polícia Civil de Alto Araguaia está investigando um caso chocante de agressão contra uma adolescente de 12 anos dentro de uma escola estadual no município.

O ato violento foi filmado pelas próprias alunas envolvidas e divulgado em redes sociais, gerando revolta na comunidade.

Investigação a todo vapor

As apurações começaram na segunda-feira (04/08) após a delegacia receber o vídeo que mostra a menor sofrendo agressões covardes, sem qualquer chance de defesa.

Rapidamente, os policiais identificaram as quatro adolescentes responsáveis pelo ataque, sendo que uma delas tem apenas 11 anos.

Regras brutais e ‘castigo’

As investigações revelaram que as agressoras formaram um grupo com regras próprias, funcionando quase como uma organização criminosa entre elas.

A vítima teria sido punida por descumprir uma dessas regras, e uma das determinações era que ela não poderia chorar durante o ‘castigo’, sob pena de mais agressões.

Depoimentos e mais descobertas

Cerca de 10 pessoas foram ouvidas, incluindo as menores envolvidas, seus pais, a direção da escola e a própria vítima.

As alunas confessaram as agressões contra a colega e admitiram ter atacado outras quatro estudantes por motivos semelhantes.

Em celulares apreendidos, a polícia encontrou vídeos de outras agressões cometidas pelo grupo.

Um detalhe alarmante é que uma das adolescentes já havia sido levada à delegacia recentemente por andar com maiores de idade, faccionados e em posse de drogas.

Influência externa e histórico familiar

O delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira, responsável pelas investigações, informou que foram analisados os históricos familiares das envolvidas.

Foi constatado que algumas famílias possuem membros ligados a facções criminosas, o que pode ter influenciado o comportamento das menores.

“Durante as oitivas, foi possível verificar que algumas das menores envolvidas tentavam reproduzir no ambiente escolar, aquilo que presenciavam dentro de casa”, declarou o delegado.

Sigilo e encaminhamento ao MP

Por envolver menores de idade, todas as informações do caso são mantidas em sigilo.

As apurações serão encaminhadas ao Ministério Público para que as devidas providências sejam tomadas em relação às adolescentes envolvidas.

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