O ministro Luís Roberto Barroso anunciou sua aposentadoria antecipada STF, encerrando mais de uma década na Corte. A decisão, comunicada após amadurecimento, já agita os bastidores do governo e do Judiciário. Emocionado, Barroso disse ser hora de seguir novos rumos, sem apego ao poder.
“Foi uma decisão longamente amadurecida que nada tem a ver com fatos da conjuntura atual”, declarou o ministro. Ele já havia comunicado sua intenção ao presidente Lula há dois anos. Assim, esta foi sua última sessão plenária.
Entenda a aposentadoria antecipada STF
Originalmente, a aposentadoria de Barroso estava prevista para 2033. No entanto, ele planeja um retiro espiritual para definir os detalhes da saída. Ele já havia informado o presidente do STF, Edson Fachin, e ministros do STJ sobre sua intenção.
Indicado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, Barroso consolidou uma carreira na defesa de direitos fundamentais. Por exemplo, ele relatou casos importantes como a suspensão de despejos durante a pandemia.
Além disso, o ministro atuou em discussões sobre o porte de maconha e acompanhou as execuções da ação penal do mensalão. Como presidente do STF, coordenou o julgamento sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro.
A notícia da aposentadoria antecipada STF intensifica as articulações para a escolha de seu sucessor. O advogado-geral da União, Jorge Messias, surge como um dos nomes fortes, considerado de confiança do presidente Lula.
Portanto, outros nomes como Rodrigo Pacheco, Bruno Dantas e Vinícius Carvalho também estão no radar. Contudo, a escolha final dependerá da estratégia política de Lula, visando às eleições de 2026.
Barroso, natural de Vassouras (RJ), completou 12 anos no STF em junho. Ele atuou em julgamentos de destaque, como o piso nacional da enfermagem e a proteção aos povos indígenas.
Graduado em Direito pela Uerj, onde é professor titular, Barroso possui mestrado em Yale e doutorado na Uerj. Ele também realizou pós-doutorado em Harvard.
Em seu discurso, Barroso afirmou: “Sinto que agora é hora de seguir outros rumos. Nem sequer os tenho bem definidos. Mas não tenho qualquer apego ao poder”.
Ministros elogiam Barroso
Após sua despedida, Barroso recebeu elogios de colegas como Edson Fachin, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Fachin destacou a contribuição de Barroso para a democracia e a cultura constitucional brasileira.
Gilmar Mendes, apesar de embates passados, desejou felicidades ao colega. Luiz Fux emocionou-se ao falar do “amigo Beto”, ressaltando sua integridade.
Fontes internas do STF já antecipavam a aposentadoria antecipada. No entanto, o momento exato do anúncio era a única incerteza, pois a vontade de Barroso em deixar o cargo era conhecida.
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