Fuga de presas em MT: Mendes exige rigorosa apuração

Duas detentas foragidas em Mato Grosso. A fuga de presas gerou preocupação.
Após fuga de presas em MT, governador exige investigação rigorosa para identificar falhas.
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O governador Mauro Mendes (União Brasil) adotou um tom mais contido, porém firme, ao abordar a recente fuga de presas em Mato Grosso. Ele exigiu uma apuração rigorosa do secretário responsável pelo Sistema Prisional, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, a fim de identificar quaisquer falhas.

Investigação da fuga de presas em Mato Grosso

No mês de agosto, a fuga de duas detentas de alta periculosidade, Arlequina e Angeliquinha, chefes do Comando Vermelho no norte do estado, da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, gerou grande repercussão. Na ocasião, Mendes já indicava possíveis indícios de ajuda externa.

Agora, ao ser questionado sobre a participação de servidores públicos, o governador afirmou não poder confirmar conivência, mas ressaltou a necessidade de respostas para a sociedade. “Eu não posso afirmar isso. O que eu posso dizer é que, se houve fuga, tem que ser investigado. Doa a quem doer, tem que aparecer o culpado”, declarou Mendes.

Para o chefe do executivo estadual, a ocorrência de uma fuga de presas em unidades com tecnologia avançada e investimentos significativos é inaceitável. “Não é possível, com todo requinte que nós temos hoje nas nossas prisões, com todo investimento que nós fizemos, ter fuga. Alguma coisa de errado aconteceu”, enfatizou.

Portanto, Mendes reiterou sua exigência ao secretário para que investigue detalhadamente o ocorrido. “Eu tenho exigido ao secretário que investigue, que apure e que preste conta à sociedade o que aconteceu lá. Quem é que falhou? Por que é que falhou? Se foi falha intencional, tem que ser punido na forma da lei. Se foi uma falha sistêmica, uma falha operacional, tem que ser corrigido e tem que reconhecer esse erro. Qualquer fuga merece uma explicação”, manifestou.

Angelica Saraiva de Sá, 34 anos, conhecida como Angeliquinha, foi condenada a 250 anos de prisão, enquanto Jessica Leal da Silva, 36 anos, a Arlequina, responde por tráfico de drogas. A dupla, considerada de alta periculosidade, segue foragida.

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No entanto, a investigação sobre a fuga de presas em Mato Grosso segue em curso, buscando elucidar as circunstâncias da escapada e identificar os responsáveis.

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