A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), reconheceu que a representação que pedia a sua cassação possuía viés político. Contudo, ela evitou apontar diretamente quem articulou a ofensiva na Câmara Municipal.
A parlamentar destacou que, apesar de ter tido atrito com o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), não há provas concretas que o liguem à articulação da denúncia por quebra de decoro. “Não acho que tem relação com o deputado estadual Gilberto Cattani, até porque seria uma ilação da minha parte”, afirmou Maysa.
Ela acrescentou que não conhece a jovem citada e que, embora haja um fundo político em toda a movimentação, não pode fazer afirmações sem provas. “Eu não posso dizer aqui quem foi o responsável, porque seria uma ilação, seria um pensamento da minha parte sem provas nenhuma”, ressaltou.
Análise do Viés Político na Representação
A representação, que foi arquivada por unanimidade nesta quinta-feira (2), era assinada por uma balconista cuiabana. Ela alegava que Maysa expôs uma adolescente vítima de estupro durante audiência pública, agindo de forma incompatível com o decoro.
Entretanto, os vereadores acataram o entendimento da Procuradoria da Câmara, considerando que não houve dolo da vereadora na exposição. Dessa forma, a decisão acompanhou o Ministério Público (MPMT), que já havia arquivado uma denúncia similar movida por Cattani.
O órgão ministerial entendeu que não houve novos fatos de exposição e que o material da audiência foi removido das plataformas digitais. Portanto, Maysa sustenta que a menor possuía aval do responsável e estava acompanhada de sua base de apoio emocional durante o encontro.
Em suma, a decisão de arquivar a representação reforça a visão de que o caso, em grande parte, era motivado por um viés político. Assim, a vereadora se vê livre de um processo que ela considerava infundado.
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