Delegacia da Mulher 24h: Gisa critica fala de Mendes

Representação simbólica de uma delegacia, com foco na porta principal aberta. Pode incluir um sinalização indicando atendimento 24 horas.
A delegacia da mulher 24h é um direito garantido por lei, essencial para vítimas de violência.
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A vereadora Gisa Barros (PSB) usou a tribuna da Câmara de Várzea Grande nesta terça-feira (30) para expressar sua forte indignação. Ela criticou a declaração do governador Mauro Mendes (União Brasil) sobre a delegacia da mulher 24h, que ele mencionou como não ser doloroso atravessar uma ponte. A parlamentar classificou a fala como inaceitável.

A violência contra a mulher não é uma ponte para atravessar, mas um abismo que o Estado deve enfrentar com seriedade. Portanto, a vereadora ressaltou que a existência de uma delegacia da mulher 24h é uma exigência da lei federal. Ela relatou ter encontrado o local fechado no último sábado, e que gritos são frequentes de madrugada, justamente quando as mulheres mais necessitam de proteção.

Delegacia da Mulher 24h: Luta por Segurança e Atendimento

Gisa Barros reforçou que cobra há anos a instalação e o funcionamento pleno da delegacia da mulher 24h em Várzea Grande. A parlamentar questionou a falta de estrutura adequada para acolher vítimas de violência, apontando falhas na rede de proteção. Além disso, lembrou que nem a Patrulha Maria da Penha funciona após as 18 horas.

É vergonhoso que mulheres agredidas cheguem a uma delegacia e não encontrem o mínimo de apoio, como uma psicóloga ou assistente social. Isso não é gasto, governador, é investimento fundamental. Assim, a vereadora apresentou dados alarmantes sobre a violência no estado.

O Mato Grosso lidera, pelo segundo ano consecutivo, os índices de violência contra a mulher no país, apesar de ser o estado mais rico. Portanto, 39 mulheres já foram assassinadas na região até o momento. A vereadora lembrou ainda que mulheres representam 52% do eleitorado de Várzea Grande.

Por fim, Gisa Barros pediu que a população feminina não se esqueça de declarações que minimizam a dor das vítimas. É fácil falar da dor que não se sente, disse. Ela concluiu que a fala do governador foi dolorosa para todas as mulheres. Para mais notícias da região, clique aqui.

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