A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) revelou nesta quarta-feira (30), no Rio de Janeiro, um novo calendário futebol profissional masculino, que entrará em vigor a partir de 2026.
Esta reformulação, considerada a mais ampla das últimas décadas, visa equilibrar a carga de jogos dos clubes da Série A e, portanto, aumentar as oportunidades para equipes que ficam sem calendário nacional.
Segundo o presidente da CBF, Samir Xaud, o novo modelo foi construído em diálogo com clubes, federações e representantes do mercado. Ele destacou que o calendário era uma prioridade, considerando 2026 um ano de transição, mas um passo para um futebol mais justo e democrático.
Principais Mudanças no Novo Calendário Futebol
O diretor de Competições da entidade, Julio Avellar, ressaltou que a mudança atende a dois pontos cruciais: diminuir o excesso de jogos para os clubes de elite e garantir mais espaço para equipes de menor investimento. Assim, times que ficavam meses inativos terão competições nacionais para disputar.
- Redução da sobrecarga para clubes da Série A: Os estaduais passam de 16 para 11 datas, iniciando em 11 de janeiro e terminando em 8 de março.
- A Copa do Brasil será ampliada, mas os clubes da Série A só entrarão na quinta fase, diminuindo até 15% o número de partidas.
- Expansão das competições nacionais: O número de clubes com calendário nacional aumentará em 26%.
- Ao todo, serão 82 novas vagas criadas em diferentes divisões e torneios, com a Série D crescendo de 64 para 96 participantes.
- Reforço aos regionais: A CBF estabeleceu janelas específicas para torneios regionais, evitando sobreposição com estaduais.
- Além da Copa do Nordeste e Copa Verde, haverá o retorno da Copa Norte, a criação da Copa Centro-Oeste e o lançamento da Copa Sul-Sudeste.
- Copa do Brasil mais democrática: O torneio passará de 92 para 126 clubes em 2026 e chegará a 128 em 2027.
- O número de vagas destinadas às federações estaduais crescerá de 80 para 102, e a final será em jogo único.
- Novos formatos nas divisões de acesso: A Série C terá expansão gradual, chegando a 28 clubes em 2028.
- A Série D crescerá para 96 participantes, com fase de grupos mais robusta e seis vagas de acesso para a Série C.
Ademais, o montante destinado às competições passará para R$ 1,3 bilhão, um aumento de 11% no total de partidas organizadas pela entidade.
Essa reformulação busca corrigir distorções recentes. Em 2024, por exemplo, os clubes da Série A estiveram entre os que mais jogaram no mundo. Com o novo modelo, a expectativa é oferecer previsibilidade para os grandes, enquanto democratiza o acesso ao calendário nacional para equipes do interior, conforme publicado anteriormente em nosso portal.
Em conclusão, a CBF aposta no fortalecimento comercial das competições e na valorização técnica dos campeonatos estaduais e regionais, promovendo um novo calendário futebol mais equitativo.










