O juiz Pierro de Faria Mendes, da Comarca de Várzea Grande, decidiu revogar a prisão temporária de Aline Valandro Kounz. Aline Valandro Kounz é esposa do soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão, que é o principal suspeito de executar a personal trainer Rozeli da Costa Nunes. Portanto, com essa decisão, a esposa de PM suspeita deixa a unidade prisional.
Revogada prisão de esposa de PM suspeita de elo em morte
Segundo o magistrado, não foram encontrados indícios de autoria ou participação no crime por parte de Aline. Consequentemente, a prisão foi suspensa. Aline Valandro Kounz se apresentou espontaneamente na manhã desta terça-feira (23), acompanhada de seus advogados. Após prestar depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ela declarou sua inocência à imprensa.
O marido de Aline, o militar Raylton Duarte Mourão, apresentou-se no dia anterior, 22 de agosto. Em seu depoimento, ele confessou ser o autor dos disparos contra Rozeli. Contudo, o PM alegou ter sido atormentado por “demônios” nos dias que antecederam o crime, que supostamente o mandavam matar a vítima. Posteriormente, sua prisão foi mantida após audiência de custódia.
Ainda durante a audiência de custódia, o militar mencionou o uso de remédios controlados para tratamento de depressão e síndrome do pânico. Entretanto, o delegado Bruno Abreu Magalhães, responsável pelas investigações, afirmou que o PM mentiu sobre o uso de medicações. Por exemplo, em conversa com o delegado, ele negou estar tomando qualquer tipo de remédio. Dessa forma, a investigação sobre a conduta da esposa de PM suspeita segue em outro rumo, mas com novas informações sobre o depoimento do militar.
O crime e as investigações da morte da personal trainer
Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos, foi assassinada no dia 11 de setembro, no bairro Canelas, em Várzea Grande. A vítima estava a caminho do trabalho quando foi surpreendida. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela era seguida por dois suspeitos em uma moto. Pouco depois, foi alvejada com o carro em movimento. A apuração sobre a motivação do crime continua em curso.
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