Cuiabá: Emenda dificulta cassação de vereadores com novas regras

Mãos segurando cédulas de votação, simbolizando processo legislativo que dificulta cassação de vereadores.
Mudança nas regras da Câmara de Cuiabá exige mais apoio para cassar mandatos.
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A Câmara de Cuiabá está prestes a aprovar, em segunda votação, uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica que dificulta cassação de vereadores e do prefeito. A matéria, apresentada pelo vereador Demilson Nogueira (PP), passou pela primeira votação com ampla maioria.

Novas regras para dificultar cassação de vereadores

Na primeira votação, a proposta recebeu 23 votos favoráveis, demonstrando um forte consenso entre os parlamentares. A expectativa é que a segunda votação confirme a aprovação. A emenda, ao alterar a Lei Orgânica, não necessita da sanção do prefeito, entrando em vigor após promulgação pela própria Câmara. Esta mudança visa uniformizar o processo de cassação com a legislação nacional.

As novas exigências para iniciar um processo de cassação incluem votação nominal, onde cada vereador declara seu voto publicamente. Será necessário o apoio de 2/3 dos vereadores, uma maioria qualificada de 18 parlamentares. A provocação para iniciar o processo ficará restrita à Mesa Diretora ou a partidos com representação na Casa.

A emenda garante a ampla defesa para o vereador acusado, assegurando que ele tenha o direito de se defender durante todo o trâmite. Atualmente, a Lei Orgânica de Cuiabá exige apenas a maioria simples de 14 votos para a cassação de um mandato.

A justificativa para a emenda destaca que a proposta atende aos artigos 29 e 30 da Constituição Federal, considerando-a como de interesse local e sem inconstitucionalidade material. O texto também menciona: “Desnecessário, portanto, discorrer-se sobre o interesse local, eis que salta aos olhos.”

A apresentação da emenda ocorreu logo após o retorno dos vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB), que haviam sido afastados do cargo pela Justiça. Ambos são investigados na Operação Perfídia, que apura um suposto esquema de propina no Legislativo Cuiabano.

Por outro lado, a votação nominal registrou alguns votos em separado e ausências. Doutora Mara (Podemos), Dídimo Vovô (PSB) e a presidente da Casa, Paula Calil (PL), votaram favoravelmente à emenda em separado. No entanto, Marcus Brito (PV), Dilemário Alencar (União Brasil), Samantha Íris (PL) e Cezinha Nascimento (União Brasil) estavam ausentes. Para conferir detalhes sobre a composição da Câmara e outras notícias legislativas, visite nosso portal.

A aprovação desta emenda representará uma mudança significativa nas regras para a cassação de mandatos na Câmara de Cuiabá, elevando o patamar de exigência e fortalecendo a proteção aos mandatos eletivos.

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