Vereador preso tráfico:TJMT nega habeas corpus em Cuiabá

Vereador preso por tráfico, Roberto Serenini, em foto de perfil.
Roberto Serenini, vereador e ex-secretário, teve habeas corpus negado em Cuiabá.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Vereador preso tráfico em Curvelândia, Roberto Serenini (PL), permanece detido após ter o pedido de habeas corpus negado. O desembargador Gilberto Giraldelli, do TJMT, indeferiu a solicitação, mantendo a prisão preventiva do parlamentar.

Serenini, que também atuou como ex-secretário municipal da Saúde, foi preso em 4 de setembro. Ele é investigado por suspeita de traficar 52 quilos de cocaína. A substância ilícita era transportada em um micro-ônibus da secretaria, com destino a Cuiabá.

Defesa aponta falhas na prisão de vereador preso tráfico

A defesa do parlamentar sustentou que a prisão preventiva se fundamentou em denúncias anônimas. Ademais, a ordem para a troca do ônibus, interpretada como prova de envolvimento, estaria dentro das atribuições administrativas do cargo. Contudo, por decisão do prefeito Jadson Souza (União), Serenini foi exonerado da pasta no mesmo dia de sua prisão.

Entenda o caso

Em 18 de agosto, o micro-ônibus, que realizava transporte de pacientes, foi interceptado pela polícia. A abordagem ocorreu nas proximidades do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, após recebimento de denúncias anônimas. Os 52 quilos de cocaína estavam dissimulados em 50 tabletes, ocultos em caixas de supermercado no bagageiro do veículo.

Segundo a Polícia Civil, Serenini teria instruído a troca do veículo na noite anterior à viagem. Ele também teria deletado imagens das câmeras de segurança do pátio, o que posteriormente confirmou a exclusão de arquivos relevantes.

As investigações também indicam que o vereador teria contatado o motorista. Ele teria determinado a substituição de pacientes horas antes do trajeto. Entretanto, a defesa contesta a cadeia de custódia, sugerindo que a droga pôde ser inserida por terceiros.

Em tentativa de garantir a liberdade do vereador preso tráfico, a defesa buscou argumentar a ausência de provas concretas ligando o parlamentar à carga. Porém, o juiz rejeitou o pedido. Ele avaliou a complexidade do caso e a necessidade de aprofundamento nas apurações. Dessa forma, a soltura de Serenini foi considerada desaconselhável até o momento.

Para mais informações, visite notícias regionais.

Compartilhe :

Veja mais