A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou duramente a entrega de um dossiê pelo prefeito Abilio Brunini (PL) na reta final da CPI da CS Mobi. Ela classificou a ação como um mero espetáculo político.
Direcionamento Licitatório CPI: A Crítica de Maysa
A parlamentar alegou que os documentos sobre o direcionamento licitatório CPI foram apresentados com apenas 16 dias para o encerramento da investigação. Leão considerou o possível direcionamento como um fato novo, fora do escopo original da CPI.
“São milhares de soluções para 16 dias, o que é impossível”, ressaltou a vereadora nesta quinta-feira (25). Ela enfatizou que o prefeito, como chefe do Executivo, detém o poder de ajustar as cláusulas do contrato.
Maysa Leão explicou que a arrecadação do estacionamento rotativo, incluindo o futuro Mercado Municipal Miguel Sutil, pertence à Prefeitura de Cuiabá. Todavia, o município paga uma contrapartida progressiva à CS Mobi.
A contrapartida inicial é de R$ 654 mil mensais, podendo chegar a R$ 1,94 milhão. Ela comparou a situação com os estacionamentos de shoppings da Capital.
Para a vereadora, já passou da hora de Abilio dialogar com a CS Mobi e acordar contrapartidas mais vantajosas para o município. Ela citou a possibilidade de a empresa ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura.
Em conclusão, Maysa Leão defende que a decisão final sobre o que é equilibrado e viável para a população cabe unicamente ao Executivo. O prefeito compareceu à oitiva com um grande volume de documentos, levantando suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro.
Abilio Brunini garantiu, em entrevista, que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”. O portal portal163.com.br acompanhou os desdobramentos da investigação.










