O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) defende o perdão total presos bolsonaristas que foram condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Ele argumenta que os envolvidos já foram punidos por tempo suficiente.
Pivetta argumenta perdão total
Pivetta discorda da transformação do PL da Anistia em PL da Dosimetria. Segundo ele, os bolsonaristas presos e condenados após contestarem o resultado das urnas em 2022 estão recebendo punições extremas. Portanto, ele acredita que merecem o perdão total, pois já cumpriram entre 2 e 3 anos de prisão.
Muitas das penas variam de 14 a 17 anos. Assim, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro consideram essas sentenças desproporcionais. Nessa linha de raciocínio, Pivetta comparou os eventos de Brasília com outros atos de terrorismo no Brasil onde os praticantes não foram punidos.
Ele defende a “liberação” dos presos e condenados pelo Supremo Tribunal Federal. “Eu acho que as pessoas que cometeram aqueles delitos naquele momento já foram castigadas durante esses quase quatro anos,” declarou Pivetta. Ademais, ele acrescentou: “Houve no Brasil movimentos de terrorismo muito maiores do que esses e ninguém foi preso.”
Portanto, o vice-governador se declarou favorável à anistia. “Eu acho que esse pessoal já sofreu um castigo grande e já tá de bom tamanho,” avaliou ele, em entrevista nesta quarta-feira (24), na Praça Alencastro, em Cuiabá. Esta declaração surge em meio a discussões sobre o tema.
Debate sobre a anistia
O Partido Liberal buscava incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe, na discussão sobre o perdão total presos bolsonaristas. No entanto, a escolha do relator Paulinho da Força (SD-SP) pode limitar essa abrangência.
Ele provavelmente não deslegitimará as condenações, mas buscará uma contenção de danos pela redução das penas. Os simpatizantes de Bolsonaro e dos presos bolsonaristas defendem, ainda, uma anistia ampla, geral e irrestrita. Essa anistia abrangeria atos de 2019 a 2023, apagando quaisquer ilegalidades cometidas pelo ex-presidente e a destruição da Sede dos Três Poderes.
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