O governador Mauro Mendes (União Brasil) esclareceu a situação sobre o suporte a famílias que serão retiradas de uma invasão em Cuiabá no próximo mês. Ele confirmou ter sido procurado pelo vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), para discutir o assunto.
Em entrevista, Mauro Mendes afirmou que, embora o Governo esteja estudando alternativas, **não existe a obrigação de dar casa para invasor de terra**. Ele argumenta que tal prática poderia incentivar ocupações irregulares no estado, o que vai contra a política de “tolerância zero”.
Invasão de terra: sem privilégios para ocupantes
Na visão do governador, a ocupação de terras privadas ou públicas não deve ser vista como um meio de adquirir propriedades. “Todos nós buscamos soluções, mas não podemos beneficiar quem invade terra simplesmente para obter um lar”, ponderou. “Isso incentivaria mais pessoas a invadirem para ganhar uma moradia”, questionou.
Ele também ressaltou a importância de um estudo social conduzido pela Secretaria Estadual de Assistência Social. Entre novembro do ano passado e março deste ano, foram mapeados 2.594 terrenos e cadastradas 850 famílias. No entanto, apenas 172 foram consideradas elegíveis para programas sociais, conforme o relatório.
Diante desse panorama, Mauro Mendes reiterou os dados: “A maioria das pessoas identificadas possui casa ou outra propriedade e estava lá como invasor”. Ele explicou que isso acontece em áreas com alto potencial de valorização.
“Precisamos ter cautela. Não sigo essa linha. Estou aqui para proteger o patrimônio público e defender a maioria da população”, declarou. “O governo está avaliando e buscando soluções, mas com muita atenção. O governo não tem o dever de oferecer terra para quem a invadiu. Quem invadiu, perdeu”, concluiu o governador.
Recentemente, moradores da ocupação realizaram um protesto em frente à Prefeitura de Cuiabá, solicitando ao prefeito Abilio Brunini (PL) negociação para permanecerem na área. Em resposta, o prefeito indicou que buscaria auxílio de Mauro Mendes, possivelmente para aquisição de uma área próxima ao local, visando alocar parte das famílias em lotes.
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