JBS Aves lista suja: Deputados exigem explicações do Ministro do Trabalho

Imagens da sede da JBS Aves. Detalhes sobre a controvérsia da JBS Aves lista suja.
Entenda a polêmica envolvendo a JBS Aves e a "lista suja" de trabalho escravo.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Deputados federais de Mato Grosso protocolaram um requerimento pedindo explicações do Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, sobre a JBS Aves lista suja. A solicitação visa esclarecer a suspensão da inclusão da empresa no Cadastro de Empregadores flagrados explorando mão de obra análoga à escravidão.

Segundo o deputado José Medeiros (PL), a decisão do ministro assumir o caso é inédita e levanta suspeitas de interferência política em um processo técnico.

JBS Aves lista suja: Críticas e preocupações

A exclusão da JBS Aves da lista suja gerou críticas de auditores do trabalho e do Ministério Público. Entidades da sociedade civil também expressaram preocupação com a decisão.

O parlamentar argumenta que essa suspensão fragiliza um instrumento importante no combate ao trabalho escravo, o que pode afetar exportações e acordos comerciais brasileiros.

O requerimento solicita que o ministro detalhe os fundamentos jurídicos e administrativos da medida. Além disso, busca entender os impactos na política nacional de erradicação do trabalho escravo.

O pedido também exige garantias para a independência técnica da inspeção do trabalho, em consonância com compromissos internacionais. O controle e a fiscalização são essenciais para o deputado.

O caso investigado ocorreu no ano passado, no Rio Grande do Sul. Dez pessoas foram encontradas em condições análogas à escravidão, trabalhando para uma empreiteira terceirizada pela JBS Aves.

Em comunicado, a JBS Aves informou que suspendeu imediatamente a empreiteira e rescindiu o contrato. A empresa declarou ter tolerância zero com violações trabalhistas e bloqueou a empreiteira ao tomar conhecimento das alegações.

Para mais informações sobre fiscalização e direitos trabalhistas, acesse nosso portal.

Compartilhe :

Veja mais