Débitos previdenciários ECSP: R$ 227 milhões de rombo na saúde

Gráfico ilustrando o rombo de R$ 227 milhões em débitos previdenciários ECSP na saúde de Cuiabá.
O rombo de R$ 227 milhões em débitos previdenciários da ECSP afeta a saúde e servidores de Cuiabá.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos débitos previdenciários ECSP revelou um passivo alarmante de R$ 227 milhões na Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). Este montante refere-se à falta de repasse de obrigações previdenciárias, Imposto de Renda e FGTS entre 2017 e 2024.

Rombo Previdenciário ECSP: Um Alerta Urgente

O diretor da ECSP, Israel Paniago, detalhou que a situação é grave devido a um passivo herdado. O valor original de R$ 145 milhões está sendo atualizado para R$ 227 milhões, podendo aumentar significativamente.

A ECSP administra os hospitais São Benedito e Municipal de Cuiabá (HMC), empregando cerca de 1.400 servidores. Contudo, Paniago assegurou que a gestão atual cumpre os repasses legais.

O presidente da CPI, vereador Dilemário Alencar, classificou a revelação como assustadora. Além disso, ele destacou que a CPI já apurou um rombo de R$ 184 milhões na Prefeitura. Assim, o montante total pode chegar a R$ 411 milhões.

Alencar ressaltou que o não repasse configura crime de apropriação indébita. A legislação federal exige repasses mensais das cotas descontadas e patronais.

Impacto dos Débitos Previdenciários ECSP nos Servidores

Essa situação de débitos previdenciários ECSP impede a regularidade na aposentadoria de milhares de servidores. Consequentemente, o rombo compromete investimentos essenciais na cidade.

O vereador alertou que o passivo previdenciário ainda pode crescer. Portanto, há expectativas de que o rombo total ultrapasse R$ 500 milhões com a inclusão da Limpurb.

A CPI dos Débitos Previdenciários ouvirá o secretário da Limpurb e ex-gestores. Em suma, os resultados serão encaminhados aos Ministérios Públicos e ao Tribunal de Contas do Estado.

A comissão é composta pela relatora Baixinha Giraldelli e pelo membro Ildes Taques. Dessa forma, a fiscalização das contas públicas segue firme.

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