Intenção de consumo Cuiabá: Renda e crédito freiam avanço e geram cautela

Família Cuiabana analisando gráficos de consumo com semblante de preocupação.
Consumidores em Cuiabá demonstram cautela com a intenção de consumo devido a desafios em renda e acesso a crédito.
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A intenção de consumo em Cuiabá mostra alta por três meses seguidos. No entanto, famílias enfrentam barreiras significativas para sustentar o ritmo de compras na capital.

A dificuldade de acesso ao crédito, somada à queda nos indicadores de renda e emprego, além do peso dos juros elevados, limitam o avanço do consumo cuiabano.

Em setembro, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) atingiu 106,9 pontos, um aumento de 1,3% em relação a agosto. Portanto, este resultado é 2,9% superior a junho, mas ainda 7,5% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024.

Intenção de consumo em Cuiabá: Recuperação com cautela

Segundo Wenceslau Júnior, presidente da Fecomércio-MT, a alta contínua indica resiliência e sinais de confiança. “O avanço de 1,3% pelo terceiro mês consecutivo reflete a resiliência do consumo das famílias”, afirmou.

Assim, o otimismo em relação à compra de bens duráveis tem fortalecido a confiança dos cuiabanos. Isso, por sua vez, abre espaço para uma retomada mais consistente da demanda no médio prazo.

Os componentes que impulsionaram o índice incluem Perspectiva Profissional (+5,0%) e Compra a Prazo (+4,4%). Adicionalmente, o Nível de Consumo Atual também apresentou alta (+3,1%).

Contudo, os indicadores de Emprego Atual (-1,0%) e Renda Atual (-1,8%) registraram quedas.

Desafios no crédito e na renda local persistem

Embora 53,8% dos entrevistados se sintam mais seguros no emprego, 42,2% apontam maior dificuldade em conseguir crédito. Por outro lado, 55% esperam melhora profissional nos próximos seis meses.

Mais de 55,7% afirmam ter hoje uma renda superior à de setembro de 2024. Na perspectiva de consumo, 44% preveem gastar mais, enquanto 43,3% preveem redução.

Cenário Nacional em contraste

Em contraste, o desempenho nacional foi diferente. O ICF nacional recuou para 101,1 pontos em setembro, ficando abaixo do resultado de um ano atrás. Portanto, os subíndices nacionais mostraram quedas em áreas cruciais.

Para Wenceslau Júnior, os números refletem cautela em âmbito nacional. “Em Cuiabá há uma percepção de maior segurança no emprego e certo otimismo em relação às perspectivas profissionais, o que tem sustentado a confiança das famílias na capital”, ressaltou.

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