O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) manifestou sua satisfação com a PEC da Blindagem rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ele declarou que a decisão, ocorrida nesta quarta-feira (24), reflete o sentimento popular. Além disso, elogiou o relator da matéria, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), por recomendar o arquivamento.
Pivetta: Decisão reflete o sentimento popular
“Eu acho que foi enterrada de acordo com o sentimento da população. O senador que emitiu o parecer para engavetar, para encerrar o processo, capitalizou o sentimento da população, que não quer nada em segredo. Parabéns”, afirmou Pivetta. Ele concedeu a declaração nesta tarde, após a solenidade de entrega de maquinários para a Agricultura Familiar em Cuiabá.
Curiosamente, na semana passada, Pivetta havia defendido a PEC da Blindagem. Na ocasião, ele argumentou que a proposta seria fundamental para frear o “autoritarismo” do Judiciário. No entanto, o vice-governador admitiu ter se equivocado. “Fui entrevistado há uma semana atrás, fui favorável. Eu não tinha entendido bem como era o projeto”, completou.
A rejeição da PEC da Blindagem rejeitada na CCJ do Senado contou com o voto favorável do senador por Mato Grosso Jayme Campos (União Brasil). Os senadores Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL), que inicialmente apoiavam a matéria, comemoraram a decisão do colegiado.
Entenda a PEC da Blindagem
A PEC da Blindagem, que já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, buscava dificultar a prisão e a instauração de processos criminais contra parlamentares. Portanto, ela exigia autorização prévia das casas legislativas, sob o pretexto de proteger as prerrogativas. Contudo, a proteção se estenderia a crimes graves como estupro, homicídio, pedofilia, tráfico de drogas e corrupção.
A proposta enfrentou ampla rejeição social, culminando em protestos por todo o país no final de semana. Por exemplo, da bancada de Mato Grosso na Câmara, apenas os deputados federais Emanuelzinho e Juarez Costa (ambos do MDB) votaram contra a PEC. Em contrapartida, Coronel Assis (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL) votaram a favor.
Em conclusão, a articulação política e a pressão popular foram determinantes para o desfecho da PEC da Blindagem. Para mais informações sobre política regional, acesse notícias de política do portal.










