O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, confirmou nesta quinta-feira (25) o afastamento de uma servidora municipal, suspeita de envolvimento em desvio de recursos públicos. A rápida ação da gestão municipal garantiu a apuração do caso, que foi imediatamente comunicado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
Investigação sobre desvio de recursos públicos avança
A denúncia veio à tona na quarta-feira (24), descoberta pela própria Secretaria de Finanças. Consequentemente, a Controladoria Interna foi acionada, e a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a fundo a suspeita. O prefeito Alexandre Lopes destacou o compromisso da gestão com a moralidade, afirmando que a prefeitura fez o que qualquer administração séria deveria fazer: denunciar.
Ele detalhou o protocolo de ação da prefeitura. “A partir do momento em que nós tomamos conhecimento que uma servidora estava subtraindo recursos da Prefeitura, nós, automaticamente, chamamos a Polícia, depois nós levamos isso ao conhecimento do Ministério Público e depois ao conhecimento do Controle Interno”, explicou.
O prefeito ressaltou a importância do trabalho da equipe interna. “E agora o caso está nas mãos da Polícia, sendo investigado juntamente com o Ministério Público; nosso Controle Interno já está fazendo todas as auditorias pertinentes ao caso”, informou. A Administração Pública buscará o ressarcimento total dos valores supostamente desviados. “É importante que esse recurso subtraído da Prefeitura volte para os cofres públicos”, frisou.
Informações preliminares indicam que o MPMT já solicitou o bloqueio de bens dos envolvidos. Os desvios, segundo as investigações, eram direcionados para contas bancárias da servidora e de seu esposo. Alexandre completou: “Para nós é muito importante, porque, a partir disso – a gente sabe também que apesar do erro cometido pela servidora, apesar de todo problema voltado a isso – nós rapidamente fazemos aquilo que nós temos que fazer: que ela venha ressarcir o erário público”.
Os valores exatos do desvio de recursos públicos ainda estão sendo apurados, e as investigações correm em segredo de Justiça. O chefe do executivo municipal reiterou: “O mais importante é que em menos de 24 horas, ao perceber, nós fizemos toda a parte burocrática, fizemos toda a parte legal, chamamos a Polícia, colocamos a Polícia Civil à disposição para que ela tomasse “pé” disso, comunicamos ao Ministério Público e também levamos à Procuradoria”.
Na mesma coletiva, o prefeito abordou outras denúncias sobre o uso indevido de carros oficiais. Processos administrativos foram abertos para apurar os fatos. Assim sendo, todos que comprovarem negligência pagarão pelo prejuízo, de acordo com as sanções aplicadas pela mesa julgadora do Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
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