O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), apresentou um dossiê CS Mobi CPI contra o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) com a CS Mobi. Ele sinaliza possível direcionamento licitatório no acordo de 30 anos, que envolve a revitalização do Centro Histórico e a reconstrução do Mercado Municipal Miguel Sutil. Essas ações contrapõem a implementação do estacionamento rotativo na área central.
O Dossiê Contra o Contrato da CS Mobi
Abilio considera o contrato danoso, pois a CS Mobi obtém lucros com a arrecadação do estacionamento e exploração de futuros empreendimentos. Portanto, ele tem sinalizado a intenção de rompimento, desde que não precise arcar com a multa de R$ 135 milhões. O prefeito levou um extenso volume de documentos da fase pré-contratual, levantando suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).
Questionado se temia que a investigação terminasse sem conclusões, Abilio frisou acreditar no papel da Câmara Municipal. Ele destacou que ainda existe margem para mais apurações, possivelmente com a prorrogação do prazo. “Acredito que não [terminaria sem conclusões]”, afirmou, destacando o papel do Executivo em auxiliar as comissões.
Entretanto, o presidente da apuração, vereador Rafael Ranalli (PL), prefere montar uma força-tarefa para analisar os dados apresentados. Ele busca cumprir o prazo sem dilação, focando nas falhas do contrato e não na fase de elaboração. Atualmente, Abilio reclama do “sequestro” de R$ 5 milhões mensais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), usado como garantia para a empresa.
Durante a oitiva, esperava-se a presença do gerente-geral da CS Mobi, Kenon Mendes de Oliveira. Contudo, a empresa relatou em nota que não participaria do “embate midiático”. Eles apontaram possível atuação desrespeitosa por parte do prefeito na investigação.
Em contrapartida, um funcionário da empresa foi flagrado no Plenário da Câmara, gravando depoimentos. Ele negou estar a trabalho, mas teve dois celulares apreendidos temporariamente. No fim, os aparelhos foram devolvidos aos vereadores.
O caso do dossiê CS Mobi CPI levanta sérias questões sobre a gestão pública. Para mais informações sobre investigações em Cuiabá, acompanhe nosso portal em portal163.com.br/noticias.









